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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Aceita que dói menos! Rejeição de 53% a Arruda é sentença de morte eleitoral

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (09) aponta rejeição recorde de 53% ao nome do inelegível e ex-governador José Roberto Arruda, o maior índice registrado entre todos os pré-candidatos ao GDF.

O número consolida um padrão: em todas as pesquisas divulgadas até agora, Arruda lidera o ranking de rejeição, entre todos os pré-candidatos ao governo do DF, comprovando que a população rejeita seu retorno ao poder

Mesmo após mais de uma década de sua saída traumática do Palácio do Buriti, Arruda supera em rejeição ex-governadores que também terminaram impopulares, como Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

A rejeição contra Agnelo o levou a derrota em 2014 diante do fosso da corrupção em torno da construção do Estádio Mané Garrincha, com consequências a sua prisão por malversação do dinheiro público.

O ex-governador petista até hoje não consegue voltar para a cena política, tendo o PT caído em desgraça eleitoral sem conseguir nunca mais chegar ao poder.

Já a rejeição de Rodrigo Rollemberg, estigmatizado como o “pior governador da história de Brasília”, contribuiu para que fosse abatido nas urnas em 2018.

Na prática, no caso do inelegível de Arruda, um índice de rejeição muito alto, especialmente acima de 50%, é sempre um empecilho quase intransponível para vencer uma eleição majoritária.

Se 53% dos eleitores dizem que jamais votariam em Arruda, seu teto máximo de votos no 1º turno é 47%.

Dados da pesquisa Real Time Big Data, aponta Arruda com uma estratosférica rejeição popular

Em eleições disputadas, isso costuma ser insuficiente para chegar ao 2º turno ou vencer diretamente.

A maioria que o rejeita não está em dúvida, está convicta. E convicção negativa não se reverte com marketing, slogans ou nostalgia por gestões passadas. Ela se cristaliza, se espalha e se impõe.

Arruda pode até insistir na narrativa de bom moço, mas números dessa magnitude não contam histórias de esperança, contam histórias de fim.

Ele representa um trauma coletivo ainda muito vivo na memória da cidade, apesar de seus apoiadores e ele próprio tentarem vender um produto difícil de ser comprado pelo eleitor.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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