O deputado distrital Thiago Manzoni (PL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da CLDF, encarna o clássico estado bipolar da política brasiliense: de dia, desfila como bolsonarista fiel e assistente religioso de Jair Bolsonaro na cadeia.
À noite, parece dormir e se embolar com a esquerda, cedendo às demandas da oposição mais radical contra o governo do Distrito Federal, comandado pela conservadora Celina Leão (PP).
Hoje pela manhã (07/04), Manzoni aprovou, com a ajuda da oposição, requerimento de sua autoria, apresentado ontem à noite, convocando o presidente do BRB, Nelson de Sousa, e o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, ambos empossados recentemente.
Eles querem que ambos falem sobre o caso BRB/Master como se os dois tivessem culpa pelo acontecido.
Manzone contou com o voto de Chico Vigilante (PT) e de Fábio Félix (Psol), transformando a CCJ que ele comanda em instrumento de pressão oposicionista e uma sordida tentativa de colocar o rumoroso caso no colo de Celina.
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Em vez de atuar como filtro constitucional ou escudo da governabilidade, já que possui inúmeros cargos no governo local, o deputado assumiu o papel de “malvadão da esquerda”, fazendo oposição ferrenha à governadora Celina, que o próprio PL declarou apoiar.
Essa flexibilidade ideológica revela oportunismo: usa o manto bolsonarista para angariar votos conservadores, mas entrega pautas à esquerda quando convém, fragilizando a base de Celina e alimentando a esquerda com narrativas de instabilidade do govrno.
Tal comportamento não é mera “articulação”. É cinismo politiqueiro institucional, mesmo.
O eleitor de direita, que elegeu Manzoni assiste perplexo a dupla personalidade de um parlamentar que navega entre dois mundos sem compromisso real com nenhum.



