O ASSUNTO É

Sem aval de Bolsonaro, Wilder vê o eleitor conservador optar por Vilela

A candidatura de Wilder Morais (PL) enfrenta resistência entre eleitores bolsonaristas em Goiás. A relação pessoal com Alexandre de Moraes, desafeto de Bolsonaro, pesa na conta

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A dois dias do pleito deste domingo (04), o eleitorado bolsonarista de Goiás começa a migrar para o entorno de Daniel Vilela (MDB). O governador e candidato à reeleição lidera as pesquisas, enquanto Wilder Morais (PL) não decola.

O movimento, segundo analistas locais,  nasce da amizade pessoal do senador do PL goiano com o ministro Alexandre de Moraes, tratado na base bolsonarista como um dos principais algozes de Jair Bolsonaro.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão sob acusação de golpe contra o Estado Democrático de Direito, o ex-presidente cumpre pena em casa, com tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro está proibido de receber aliados e de se manifestar nas redes em favor de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Nesse cenário, o laço que une Wilder a Moraes virou o principal freio da campanha do PL ao Palácio das Esmeraldas.

Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na segunda-feira, 28, mostra como estão as intenções de voto para o governo de Goiás.

De acordo com os números obtidos, o atual governador, Daniel Vilela (MDB), que era vice de Ronaldo Caiado (PSD), lidera a disputa.

Na simulação de primeiro turno, o emedebista aparece com 45,6% das intenções de voto, seguido do senador Wilder Morais (PL), que tem 18,5%. Em terceiro lugar, está o ex-presidente nacional do PSDB Marconi Perillo, com 18,4%.

O tom de distanciamento do clã Bolsonaro também aparece nas listas nacionais. Nesta quinta-feira (01), Eduardo Bolsonaro divulgou indicações nominais por estado.

Em Goiás, pediu voto para Fred Rodrigues, candidato a deputado federal, e para Gustavo Gayer, ao Senado. Wilder, que encabeça a chapa do próprio PL ao governo, ficou de fora.

Em setembro, Nikolas Ferreira citou Gayer e Oseias Varão para o Senado, Sanches da Federal para a Câmara e Flávio para a Presidência, e apresentou candidatos a governador em outros estados, mas não indicou Wilder.

A mensagem que chega ao eleitor goiano é direta: sem o aval de Eduardo e de Nikolas, Bolsonaro e Michelle, a candidatura do PL ao governo de Goiás perde o selo bolsonarista que deveria sustentá-la.

O voto conservador, nesse intervalo final, parece preferir a reeleição de Daniel Vilela a Wilder Moraes, aliado do algoz “Xandão”

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