Enquanto o governador de São Paulo João Doria (PSDB) travava uma guerra política contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o chefe do Palácio do Buriti, Ibaneis Rocha (MDB), pedia para ninguém “politizar ou polemizar” a pandemia e direcionar todo esforço em prol da proteção da população.
Por meio de videoconferência, Doria quis passar pito em Bolsonaro no mês de março, ato deselegante e desrespeitoso, independentemente do primeiro pronunciamento falho do chefe da nação, onde tentou minimizar os efeitos do coronavírus. Naquele momento, Ibaneis trabalhava 24 horas por dia para preparar a capital para os próximos meses, quando o número de infectados saltaria.
O DF se tornou referência no enfrentamento ao Covid-19 porque o governador soube montar uma equipe muito eficiente na Secretaria de Saúde, fora o planejamento e a execução de medidas preventivas baseadas em critérios técnicos.
O ótimo trabalho do ex-secretário Osnei Okumoto em 2019 gerou frutos neste ano, quando o competente Francisco Araújo assumiu a pasta no início da quarentena. Osnei acabou sendo realocado no Buriti, onde assessora Ibaneis em assuntos relacionados à saúde pública.
O achatamento da curva, ocasionando o menor índice de letalidade do país, se deve à proibição de aglomerações, a obrigatoriedade do uso de máscaras e, ainda, o cuidado com a higienização das mãos.
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Se nada disso tivesse sido feito, as estatísticas da Saúde mostram que teríamos 81 mil infectados até neste domingo (31) ante os 9.780 atuais. Fora isso, o número de óbitos seria de 7,1 mil, não 750. Os números falam por si.
Com o sucesso no combate ao coronavírus, Ibaneis serve como referência para outros governadores, que sonham prematuramente com a cadeira de presidente da República, se esquecendo que a guerra é contra um inimigo invisível, que vem ceifando vidas pelo país afora
*Fred Lima é jornalista e editor chefe do blog do Fred Lima

