Ao final da noite desta segunda-feira (1º), o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), não terá nem mesmo a metade dos parlamentares do seu partido que o ajude a descer a rampa da Câmara dos Deputados.
Neste domingo, na véspera da eleição para a presidência da Câmara, que ocorre hoje, o DEM, partido do ainda presidente, Rodrigo Maia (RJ), decidiu ficar isento na disputa. Todos estão liberados a votar em quem quiser.
A decisão é uma evidência que o todo-poderoso Maia sofre a perda do capital político que acreditava ter e deixa Baleia Rossi (MDB-SP) distante da vitória como seu sucessor.
LEIA MAIS
LEIA TAMBÉM
- Bolsonaro nega aval a post do filho para escapar de sanções de Moraes
- Corte eleitoral do DF abre portas e orienta partidos para pleito de 2026
- Com apoio de Roosevelt, escolas cívico-militares avançam no DF
- Ex-primeira-dama do DF, Mayara Noronha surge como nome para a Câmara
- Eleições Gerais: confira as principais datas e regras do calendário eleitoral
VEJA! Maioria dos deputados do DF, alinhados a Bolsonaro, vota em Artur Lira
O atual cenário, que separa poucas horas da eleição, revela que Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, é o favorito para se tornar o novo presidente da Casa.
A provável vitória de Lira e a derrota de Baleia, foi desenhada em meio a uma reunião tensa, ocorrida ontem na casa do presidente da Câmara.
Coube ao presidente nacional do DEM, ACM Neto, informar que 16 deputados do partido haviam decidido votar em Arthur Lira.
Apenas 15 deputados da legenda seguiria ao comando de Maia, o que será um tiro de misericórdia na candidatura de Baleia.
Rodrigo Maia atribui ao presidente Jair Bolsonaro a culpa pelo golpe e promete se vingar. Ele ameaça tirar das gavetas ainda hoje, um dos pedidos de impeachment contra o presidente da República.
Alguns deputados ligados a Maia, defendem que ele não faça isso no apagar das luzes de sua gestão.
“Não fez em dois anos, vai fazer agora no último minuto?”, questionam os amigos do deputado.


