Radar/Opinião

Por Toni Duarte
Por Toni Duarte
Editor-chefe do Radar DF
O ASSUNTO É

Coronel Marco Alves: um filme de dedicação e honra à sociedade e à PMDF

Após mais de 33 anos de dedicação à PMDF, o Coronel Marco Alves encerra sua trajetória na ativa e passa à Reserva Remunerada, deixando um legado de honra, liderança e humanismo.

Publicado em

Há carreiras que ficam registradas apenas em documentos; outras se gravam na memória e no coração das pessoas.

A trajetória do Coronel Alessandro Marco Alencar Alves, o nosso querido Coronel Marco Alves, pertence a esse segundo grupo.

Na semana passada, ao se despedir da caserna, ele compartilhou um sentimento que traduz a essência de quem dedicou a vida a servir e proteger a sociedade.

Em suas palavras, ecoou a certeza de um dever cumprido: “Combati o bom combate, guardei a fé.”

Ao longo de mais de 33 anos de dedicação à Polícia Militar do Distrito Federal, ele provou que ser policial vai muito além do fardamento: exige vocação, estudo contínuo, sensibilidade e um compromisso inabalável com a vida humana.

Sua história na Corporação começou com o brilho da dedicação que o acompanharia por toda a vida. Aprovado em 1º lugar no Curso de Formação de Oficiais, o jovem vocacionado revelou que o conhecimento e a disciplina eram suas principais ferramentas de trabalho.

Essa busca constante pela excelência se repetiu em cada desafio. Foi também o 1º colocado no Curso de Educação Física da PM da Paraíba, entendendo a saúde física e mental como aliadas da liderança e do bem-estar de seus pares e comandados.

Acumulou, ainda, grandes méritos em outros cursos, como os de Inteligência e Operações de Inteligência, realizados em Brasília e no Rio de Janeiro.

A alma de educador e o olhar humano sempre caminharam ao seu lado. Bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Público, Direito Penal e Gestão em Segurança Pública, o Coronel Marco Alves usou o saber jurídico para proteger vidas, garantir direitos e orientar gerações.

Nos cursos internos e nas salas de aula preparatórias, ele não compartilhava apenas técnicas ou leis: ensinava valores, inspirava confiança e encorajava os jovens a acreditarem no poder do serviço público.

Operacional por essência e estrategista por vocação, uniu o rigor do Curso de Operações de Choque à discrição e à sensibilidade da área de Inteligência.

No comando de vários batalhões, em comissões estratégicas e nos policiamentos regionais, sua liderança nunca se impôs apenas pela autoridade do posto, mas pelo respeito genuíno, pelo exemplo diário e pelo cuidado com sua tropa.

Com várias condecorações que traduzem décadas de dedicação, entre elas a Medalha Tiradentes e a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, o Coronel Marco Alves celebrou sua passagem para a Reserva Remunerada, deixando um legado que vai muito além dos muros dos quartéis.

Seu nome permanece gravado nas lições que ensinou, na segurança das famílias que protegeu e na admiração sincera de colegas, subordinados e amigos.

Coronel Marco Alves, nossa eterna gratidão pelo seu humanismo, pela sua integridade e pelos mais de 33 anos de entrega à nossa Corporação.

Que esta nova etapa seja repleta de paz, saúde e momentos inesquecíveis ao lado de sua família. A PMDF e a sociedade do Distrito Federal celebram, orgulhosas, sua jornada vitoriosa.

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

spot_img

Leia também

Eleições deste ano terão operação integrada das forças de segurança

O planejamento da operação integrada para garantir a segurança e a normalidade das eleições de...

Mais Radar

A Missão: o partido que aposta em organização para conquistar o poder

O partido A Missão aposta na organização em universidades, sindicatos e entidades da sociedade civil, estratégia para conquistar o poder político do país.

A agonia da ética expõe a crise moral que ameaça o Judiciário brasileiro

Entre um martelo quebrado e o peso da lei, emerge a reflexão: quando a ética se fragiliza nas instituições, a confiança na Justiça também se rompe, comprometendo os alicerces da democracia

Alberto Pessoa, jornalista e escritor maranhense, morre aos 64 anos em Brasília

Maranhense de Caxias, deixa um legado indelével à literatura e ao jornalismo brasileiro. Com mais de quatro décadas de carreira, fundou jornais, publicou livros premiados como Trilhas (indicado ao Jabuti) e elevou a voz do interior maranhense na capital federal.

No Brasil, a corrupção não é desvio: virou método sistêmico do poder estatal

Por Carlos Nina: No Brasil, a corrupção deixou de ser exceção para se tornar método. Enraizada nas estruturas do poder, ela atravessa governos, captura instituições e transforma o Estado em instrumento privado, corroendo a democracia e a cidadania.

Maranhão: a coerência do GAECO e a indignação contra a corrupção

A recente decisão dos Promotores de Justiça que integravam o Grupo...

Últimas do Radar