Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria do caso, todo o material foi encaminhado à Polícia Federal para análise.
Após o recebimento, a PF solicitou, nesta quarta-feira (15), que os arquivos também sejam enviados em mídia física, preservando o formato original, para assegurar a integridade das gravações.
A corporação destacou ainda a necessidade de indicação objetiva dos trechos considerados relevantes, como forma de agilizar o trabalho pericial. Sem essa triagem prévia, a análise completa pode levar até três anos, considerando o volume estimado de aproximadamente 4.500 horas de imagens e a atuação de uma equipe de dez peritos criminais federais.
Segundo a PF, a totalidade do material precisa ser examinada, o que demanda tempo elevado diante da complexidade do conteúdo.
No mês anterior, Moraes já havia determinado que o governo do estado enviasse todas as gravações à PF, responsável pela perícia.
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A decisão integra a ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece medidas para reduzir a letalidade policial.

