O ASSUNTO É

ROLLEMBERG E BRUNA DA AGEFIS humilham deputado e derrubadas de casas vão prosseguir no Morro da Cruz

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liraEleito em 2014 com 11.463 votos, o deputado Lira (PHS) que seria a esperança do povo humilde do Morro da Cruz não apareceu na comunidade nos momentos mais tenso e de maior aflição para as quase 400 pessoas que estão sendo arrancadas de suas casas pela Agefis desde a última terça-feira

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letra-odeputado Ivonildo Lira até que se esforçou para pedir a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro e ao próprio Rodrigo Rollemberg que parassem com as derrubadas de casas e que governo e a comunidade do Morro da Cruz, juntos, buscassem uma solução. Mas, o próprio deputado em uma nota enviada ao Radar disse não ter obtido êxito. Na nota Lira diz ainda ter amanhecido na porta do Buriti e até na casa do governador, mas ele não o recebeu. A bruna também não.

Para os moradores do Morro da Cruz, onde o deputado teve a maior parte de sua votação na última eleição, Lira trocou o compromisso de lutar pela regularização das moradias por um punhado de insignificantes cargos na Administração do São Sebastião. “Lira se transformou em mais um deputado do governador que terá que ficar de bico calado e sem reclamar nada”, disse Rogério Filho, representante da comunidade do Morro da Cruz que pelo quarto dia vem sendo devastado pelos tratores da Agefis.

Está coberto de razão e de preocupações o presidente da associação dos moradores do Morro da Cruz. O povo do Distrito Federal vota em deputado para em seguida o eleito usar o mandato em troca de benefícios pessoais e não em benefício da coletividade.

Ninguém sabe por que tanto apego a cargos pelo deputado Lira. Em maio passado, o governador Rodrigo Rollemberg, sem ao menos avisar, demitiu o administrador regional de São Sebastião, Jean Carvalho, e de todos os outros indicados do deputado.

barrinhaEm setembro os cargos voltaram ao controle do deputado de São Sebastião como num estalar dos dedos. Lira é o relator da CPI da Saúde, comissão parlamentar de inquérito, que investiga indícios de uma suposta roubalheira do dinheiro público o qual estaria envolvido o próprio governador, conforme denúncias feitas pelo vice-governador Renato Santana e pela presidente do Sindsaude, Marly Rodrigues.

População desprotegida

whatsapp-image-2016-11-09-at-15-44-30A população hipossuficiente do Morro da Cruz está indefesa e sem a proteção. No mapa das demolições a Agefis irá derrubar inicialmente 120 casas, todas habitadas há mais de quatro anos. O Estado arranca as famílias de suas moradias, mas se nega ampará-la como deveria ser. As crianças são as maiores vítimas dessa truculência. O povo está ficando na chuva.

Apesar dos apelos dramáticos dos moradores, o deputado Lira não apareceu um dia sequer na comunidade. O máximo que fez, segundo ele próprio, na nota enviada ao Radar, foi colocar a sua assessoria para acompanhar as demolições permeadas pela brutal violência com atos de espancamentos de pessoas que se recusam a sair de dentro de suas casas.

Na nota, Lira diz ter sido foi informado pela assessoria do Buriti que o governador teria pedido explicações para o coronel Nunes, comandante geral da PM, sobre os inúmeros incidentes e excessos que aconteceram durante a operação no Morro da Cruz, mas não diz quais foram as providências tomadas. Lira também pediu para que as derrubadas fossem paradas até que seja analisada a uma proposta de regularização para o setor que teria enviado ao governador.

“Quero que vocês saibam que não estou de acordo com essa barbaridade que está acontecendo na nossa cidade e, muito menos ainda, responsável por estas demolições. Estou indignado tanto quanto vocês”, diz ele na nota. Para o sofrido povo do Morro da Cruz o deputado Ivonildo Lira da Silva já não é mais a sua tábua de salvação.

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