Mais uma vez o secretário de Gestão Habitação e Território, Tiago Andrade, não foi e nem mandou representante para a reunião técnica da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) da Câmara Legislativa, realizada nesta segunda-feira. O governador Rodrigo Rollemberg depois de ser cobrado incisivamente pela deputada Telma Rufino, ficou puto com o subordinado.
presidente da CAF, Telma Rufino, criticou o governo pela “enrolação” com trata projetos de seu interesse e tomou como uma “falta de respeito” ao Poder Legislativo, à sociedade e ao próprio governo a que serve a ausência injustificada do secretário da SEGHT, Tiago Andrade. A reunião serviu para receber propostas de mudanças ao projeto de lei complementar n° 766/2016, do Executivo, que regulariza ocupações do solo no comércio do Plano Piloto – a “Lei dos Puxadinhos”.
Ela criticou duramente o secretário da Segth que só mandou um representante, já no final da reunião, após ter ligado diretamente para o governador cobrando. “Fica muito difícil ajudar um governo que envia a esta Casa um projeto de seu interesse, e o que se observa é que há o desinteresse total de integrantes do próprio governo pela aprovação do projeto de iniciativa do Executivo. Todas as vezes que marcamos uma reunião e convidamos o secretário Thiago Andrade ele pouco comparece. Isso é um desrespeito”, disse a deputada em conversa com o Radar.
FALTA DE COMPROMISSO
Já para o presidente da Associação Comercial do Distrito federal, Cleber Pires, disse que a ausência do secretário Thiago Andrade em uma reunião técnica tão importante para o Setor Produtivo é uma falta de compromisso com a sociedade e com Brasília.
“Não há nenhuma prioridade mais importante que pudesse fazer com que um órgão como a Seght se atrasasse a uma reunião para discutir o projeto de iniciativa do governo. Foi um descaso. Se fosse conosco, da iniciativa privada, esse subordinado já estaria no olho da rua. Mas como é na administração pública fica assim mesmo, o que já se tornou uma marca do Governo Rollemberg”, disse o representante dos empresários de Brasília.
Cleber Pires afirmou que o governo não pode cobrar celeridade na aprovação de seus projetos quando os seus próprios integrantes não têm compromisso institucional, social e político. Afirmou ainda que nada justifica a ausência de um representante do governo em uma reunião marcada com bastante antecedência. “Depois de duas horas de atraso, já depois de terminados os debates, apareceu um representa da SEGHT, acredito eu depois que a deputada Telma Rufino ligou para o governador reclamando”, explicou.
O presidente da Associação Comercial avaliou como de grande importância o enviou desse projeto a CLDF esperado pelo setor produtivo há quase 20 anos. Conforme o projeto, a ocupação contígua às lojas, com exceção dos lotes de nº 35 – Restaurantes de Unidade Vizinhança (RUVs), poderão ocupar áreas junto às fachadas posteriores, voltadas para as superquadras, com ocupação máxima de seis metros, “a partir do limite das lojas registrado em cartório”.
Para esta quarta-feira (17), esta marcada a segunda rodada de discussão na CAF, a partir das 14h, e deve contar com a participação de empresários e da Segeth, caso o secretário Thiago Andrade se interessar. A proposta irá a Plenário na próxima semana.
Da Redação Radar

