Em entrevista concedida na manhã deste sábado (9), ao programa Vozes da Comunidade, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) chamou de “ataques sistemáticos” comentários destinados a destruir reputações de autoridades e governantes.
O foco central das denúncias da parlamentar é a suposta rede de influência financiada para blindar o Banco Master e atacar opositores.
No podcast, apresentado pelo jornalista Toni Duarte, Damares revelou que solicitou formalmente ao presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros, o compartilhamento de dados técnicos e probatórios relacionados ao Master.
Segundo a senadora, as investigações avançam agora dentro de um Grupo de Trabalho (GT) na CAE, mas o objetivo final é a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
“Os senadores estiveram na Suprema Corte para pedir a imediata abertura da CPI do Banco”, afirmou a parlamentar. Ela acredita que a comissão é o instrumento necessário para expor a rede que, segundo ela, envolve não apenas instituições financeiras, mas também braços de comunicação e influência digital.
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Desinformação e calúnia
Durante a entrevista, Damares relatou ser alvo de uma campanha de desinformação que utiliza cortes de falas distorcidas para atingir sua imagem pública. De forma irônica, mencionou que “nos últimos meses, virei comunista e de esquerda” em narrativas espalhadas nas redes sociais.
Ela tabmém mencionou as sessões de comentários de suas redes sociais fechadas há cinco meses.
“E não aconteceu só comigo. Todos que começam a investigar o Banco Master recebem ataques orquestrados. As emissoras vivem de patrocínio, isso é legal e justo. Mas a partir do momento em que há a contratação de grandes influenciadores para a desconstrução de imagem, isso é uma orquestração contra mim.”
A senadora detalhou que o esquema de “desconstrução de imagem” já é objeto de atenção em outras instâncias, como a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado. Segundo ela, as investigações apontam para o uso de grandes blogs, sites e influenciadores nacionais que estariam recebendo recursos para atacar investigadores e opositores do banco.
Damares mencionou o compartilhamento de investigações da Polícia Federal sobre influenciadores pagos para desconstruir autoridades e citou que as apurações também miram relações com o BRB (Banco de Brasília). “Quem se opôs aos antigos líderes do BRB e do Banco Master está recebendo esses ataques”, pontuou.
Ao encerrar o assunto, Damares Alves deixou um alerta aos envolvidos nas campanhas de difamação. Ela afirmou que o grupo responsável pelas irregularidades não possui lealdade entre si: “O povo do Banco Master é tão sujo que eles entregam os parceiros o tempo todo.”
A senadora garantiu que, caso a CPI seja instalada, a responsabilização será severa a quem estiver envolvido com a desconstrução de imagem de autoridade.

