Está nas mais mãos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o destino da cobra naja que ficou famosa no Brasil depois que picou e deixou em coma um estudante de medicina veterinária. Ela também fez um ensaio fotográfico que viralizou na internet.
O Ibama informou, nesta quarta-feira (15), que, por enquanto, não tem intenção de sacrificar a cobra, da espécie víbora-verde-de-voguel, entregue na sede do órgão na última sexta-feira (10).
Mas não descartou essa possibilidade, já que no Brasil, não há antídoto para combater o veneno da serpente perigosa. Por isso, o Ibama ainda avalia o que fazer com o animal.
Não sabe ainda se sacrifica ou envia a naja de avião para o seu habitat natural que fica na Ásia.
O caso da serpente ganhou repercussão na mídia após ter picado o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos. O fato ocorreu na semana passada.
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A naja também posou para as lentes do fotógrafo Ivan Mattos na sexta-feira (10) no Zoológico de Brasília. O ensaio fotográfico durou cerca de 1 hora. A postagem das fotos da serpente viralizou na internet obtendo 44,9 mil curtidas e 10,9 mil compartilhamentos no Twitter. VEJA AQUI.
O estudante está sendo investigado pela polícia por ser suspeito de tráfico de animais silvestres. Além da naja, outras cobras foram recolhidas em uma chácara de propriedade do estudante que ficou em coma por quatro dias em um hospital do DF.
Ele teve melhora após ter recebido a única dose do antidoto contra o veneno da naja, disponível no Instituto Butantan, em São Paulo. O antidoto foi enviado de avião para Brasília para salvar a vida de Krambeck.
Enquanto não houver nenhuma definição o que fazer com a perigosa naja ela vai permanecendo no Zoológico de Brasília.

