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Secretária da Sedes define metas sociais até o final do ano

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Convidada desta sexta-feira (17) do programa Vozes da Comunidade, a secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), Gisele Ferreira detalhou o planejamento estratégico e as ações que devem ser consolidadas na pasta até o encerramento deste ano.

Professora de carreira da rede pública de ensino e com passagens por órgãos de destaque — como a chefia de gabinete de Celina Leão e o comando da Secretaria da Mulher —, a gestora utiliza sua bagagem em sala de aula para guiar políticas públicas que visam mitigar a vulnerabilidade na capital.

À frente do órgão desde março, Gisele ressaltou a transversalidade no atendimento, lembrando que “a população feminina, além de representar a maioria do DF, responde por 93% dos acessos aos programas sociais”, reforçando que a pauta da mulher pertence à família e a toda a sociedade.

Com o respaldo da governadora, as prioridades da pasta foram estruturadas em frentes emergenciais de atendimento, acolhimento e segurança alimentar.

O combate à burocracia e a otimização do acesso da população aos canais de assistência estão no topo das metas da secretaria para os próximos meses. “Para isso, o órgão está implantando uma ferramenta de inteligência artificial para acelerar o processo e diminuir as filas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS)”, ressalta Gisele.

Complementarmente, o atendimento telefônico do canal 156 passará por melhorias estruturais para garantir respostas mais céleres, enquanto a cooperação com a entidade Mãos Solidárias continuará ativa para auxiliar no cadastramento dos cidadãos.

A secretária explicou ainda que o gargalo atual reside na triagem psicossocial, uma demanda delicada que requer tempo e esbarra com frequência na falta de documentação ou de informações dos usuários, mas garantiu que o acesso geral já apresenta melhorias significativas.

Plano de ação

O plano de ação prevê uma reestruturação nos serviços de abrigo, amparada por novos marcos legais e editais de parceria. Com mais de 300 pessoas da terceira idade aguardando vagas no sistema público, a secretaria lançará um novo edital específico para aprimorar esse acolhimento e suprir a demanda da fila de espera.

“Para a população em situação de rua, uma nova lei aprovada mudará a dinâmica de recepção, permitindo que o governo busque equipamentos modernos e tecnologia para acolher esse grupo com mais dignidade”, ressalta a secretária.

No segmento infantil, uma portaria firmada em conjunto com o Tribunal de Justiça (TJ) regulamentou o programa Família Solidária. A iniciativa visa redirecionar crianças e adolescentes para lares de famílias voluntárias em vez de enviá-los a abrigos institucionais.

Garantir o fluxo financeiro regular e a suficiência nutricional são outros compromissos firmados pela gestão para as famílias assistidas no DF.

A gestora fez questão de frisar que “após um estudo orçamentário e a atualização da renda per capita regional, a secretaria se comprometeu a manter rigorosamente em dia todos os repasses às organizações parceiras, evitando interrupções nos serviços prestados.”

Na área de segurança alimentar, o benefício do Cartão Prato Cheio, que funciona como uma complementação essencial de 200 reais desde a pandemia, foi blindado para que não ocorram mais atrasos.

A pasta ainda iniciou a concessão de reajustes financeiros para os níveis 2 e 3 do sistema de acolhimento, que englobam idosos e pessoas com deficiência, planejando estender o reajuste em breve para o nível 1, voltado a crianças e adolescentes.

Por fim, inspirada na linhagem política de Joaquim Roriz, a gestão assegurou a continuidade dos restaurantes comunitários, oferecendo café da manhã, almoço e jantar para assegurar a dignidade de quem mais precisa.

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