O ASSUNTO É

ROLLEMBERG HUMILHA A PM, EXONERA E AMEAÇA MANDAR PRENDER OFICIAIS CLASSIFICADOS POR ELE DE “CONSPIRADORES”

Publicado em

1APMRollemberg está cordeirinho com o pessoal da Polícia Civil depois da apreensão de computadores do gabinete da Casa Civil e da Vice-Governadoria, entupidos de arquivos “maliciosos” que podem revelar o tamanho do rabo preso com os negócios nada republicanos. Já com a tropa da Polícia Militar, o governador é arrogante ao ameaçar e mandar prender oficiais que falem mal do governo dele.

                                                                                           

LETRA Depois de exonerar o Comandante da Academia de Polícia Militar, Coronel Jean Rodrigues Oliveira, conforme foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (05), o governador Rodrigo Rollemberg exigiu ao Comandante Geral da PM, Coronel Nunes, que efetuasse a prisão de oficiais acusados de “insubordinação” e de “conspirarem” contra o governo  pelo simples fato de emitir opiniões acerca da paridade entre os percentuais a serem oferecidos aos órgãos de Segurança do DF.

Uma lista com os nomes de quinze oficiais de diferentes patentes da Polícia Militar do Distrito Federal teria chegado às mãos do governador Rodrigo Rollemberg como sendo os responsáveis pela implantação do clima de insatisfação no meio da tropa contra o governo.

SENTIMENTO DE REVOLTA

A postura do governador Rodrigo Rollemberg repercutiu de forma negativa dentro da caserna que reúne mais de quatorze mil homens insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo Palácio do Buriti comandado por um governador que não cumpri as promessas de campanha e nega os aumentos salariais estabelecidos em lei. São fatores diversos que tendem empurrar a PM para uma inevitável operação tartaruga (LEIA AQUI  e AQUI).

“Não acredito que o governador tenha tomado essa posição radical, a qual eu considero estrategicamente como um erro. Acho que ele está sendo mal assessorado. Isso não vai acalmar os ânimos, mas exacerbá-los no meio das praças, principalmente”, apontou o Coronel Jean Rodrigues ao Radar nesta terça-feira. Ele considerou ter sido exonerado injustamente de suas funções, só por ter exposto as suas opiniões.

1ACORONELJEANEle afirmou que em nenhum momento incitou alguém a cometer indisciplina e que como o nono mais antigo dos cinquenta e dois coronéis da PMDF, solicitou ao Coronel Nunes, Comandante – Geral e ao Coronel Ribas, Chefe da Casa Militar, que tomassem uma posição de defesa dos direitos que cabem a Instituição Militar.

“O Eric Seba, diretor da Polícia Civil, pressionou o governo e soube defender a instituição dele ao mandar que oitocentos policiais civis entregassem seus cargos ao governador e ninguém foi punido por isso. Comparado ao movimento feito pela Polícia Civil, que reivindica a justa equiparação salarial com os policiais federais, nós da PM não fizemos nada de absurdo. Não fomos tocar fogo em caixão na porta do Buriti, ninguém fechou as Via N1 e ninguém da PM fez carreata de protestos contra o governo. Sou um homem bastante ponderado nas minhas colocações e não fiz nada de errado que pudesse justificar a minha exoneração”, se defendeu.

O coronel Jean lamentou a falta de apoio às reivindicações da PM e que o Poder Legislativo, que poderia fazer o contraponto, se revela um poder acuado e dominado pelo Executivo. “A sociedade está abandonada”, resume.

O oficial não descarta da reedição da famosa operação tartaruga dentro de um formato muito mais grave da ocorrida em 2012. A observação sobre a “gravidade” desse tipo de movimento está no fato de uma “operação tartaruga” não ter um líder, ninguém sabe quando começa ou quando termina.

“É diferente de uma greve em que as regras são estabelecidas a partir de uma mesa de negociação entre as partes com a mediação do judiciário. Na tartaruga que quer dizer: fazer corpo mole, não tem com quem negociar, ainda que o movimento se encerre, porém os efeitos continuam perdurando por longo tempo até se dissipar”, contou o Coronel.

Aos vinte e seis anos de vida militar, o coronel Jean afirmou que a tropa suporta o limite do insustentável, mas não suporta a injustiça. “Vejo isso estampado no rosto de todos os soldados, dos mais novos aos oficiais mais antigos. Suportamos o sacrifício se todos estiverem no sacrifício! Se a Polícia Civil tiver aumento de seus salários é justo que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros também tenham”, defendeu Jean Rodrigues Oliveira.

Da Redação Radar

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

Leia também

O balcão de Brasília: anistia para elites e silêncio sobre a escravidão

O Brasil de 2026 virou um balcão de negócios: indeniza elites e anistia militantes, mas ignora a dívida da escravidão. Um abismo moral onde o erário paga a conta de todos, menos a do racismo estrutural.

Mais Radar

Inteligência artificial vai auxiliar na manutenção de iluminação pública

A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPEs) iniciou a modernização...

Damares Alves reforça pedido para investigar Banco Master

Em entrevista concedida na manhã deste sábado (9), ao programa Vozes...

Cursos de qualificação do Renova DF têm 1,5 mil vagas abertas

O 2º ciclo de 2026 do programa Renova DF está com...

Metrô-DF abre chamamento público para quiosques nas estações

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) está com o...

DF ganha 85 ônibus novos e amplia frota

A população do Distrito Federal vai poder contar com mais 85...

Últimas do Radar

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.