O ASSUNTO É

PRESSÃO POPULAR: MORADORES DO DF AMEAÇADOS PELA AGEFIS OCUPARÃO A CLDF NO PRÓXIMO DIA 26

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1AAUDIENCIA 2As redes sociais estão sendo usadas por lideranças comunitárias de vários pontos do DF na convocação popular para a maior audiência pública já ocorrida na Câmara Legislativa. O evento vai ocorrer na manhã do próximo dia 26, a questão central dos debates será em torno da suspensão imediata das derrubadas de casas no DF e a abertura de um canal de diálogo entre sociedade, governo e Ministério Público para fins da regularização fundiária.

                                                                                

1aLETRA A GRASSECâmara Legislativa não pode continuar assistindo passivamente as mazelas que vem ocorrendo no Distrito Federal, principalmente no que diz respeito às derrubadas de casas de moradores de condomínios e das áreas de interesses sociais. Temos que mandar parar com isso e buscar uma solução por meio do diálogo”, foi o que disse o jornalista e síndico André Moura, dirigente da Associação dos Condomínios do Jardim Botânico – AJAB, durante uma reunião entre o deputado Rafael Prudente (PMDB) e um grupo de lideranças comunitárias ocorrida nesta quarta-feira (14).

As lideranças pediram o encontro para sugerir propostas sobre a realização da audiência pública que ficará marcada na história da Câmara Legislativa pelo tamanho da mobilização popular que vem sendo feita dentro dos condomínios e de áreas de interesses sociais ameaçados pelas operações da Agência de Fiscalização – Agefis.

O deputado Rafael Prudente que presidirá a Audiência Pública ao lado da deputada Telma Rufino, disse que a participação popular é de fundamental importância para o resultado positivo dos debates 1ADERRUBADAS123 e servirá como fator de pressão para que a Câmara Legislativa, como detentora do poder político e fiscalizador do Executivo, tome uma posição pelo fim das derrubadas e pela abertura de um canal de diálogo entre a sociedade, o governo e o Ministério Público para fins da regularização fundiária.

“Nós não estamos tratando de um tema em que o governo de Rodrigo Rollemberg trata como se não tivesse importância social. Mais de 600 mil famílias, ou seja, um terço da população do DF mora de forma irregular e é necessário buscar uma solução que contribua para devolver a segurança jurídica da moradia dessa parcela da população. Não se consegue isso derrubando”, disse o parlamentar.

Ele afirmou ainda que o requerimento de instalação da audiência pública aprovada pelo conjunto dos 24 deputados da CLDF conta também com o irrestrito apoio da presidente da Comissão de Assuntos Fundiários, Telma Rufino, que tem se debruçado na tentativa de resolver a  grave situação fundiária do Distrito Federal.

O parlamentar ouviu atentamente as observações feitas pelo grupo que visitou o seu gabinete nesta tarde de quarta-feira. Uma delas foi à crítica feita em cima do comportamento de alguns deputados que passam de forma meteórica por uma audiência pública, fazem discursos para em seguida bater em retirada alegando outro compromisso. “Nessa audiência pública do dia 26 não vamos permitir isso”, disse o advogado Evaristo Soldaini da Comissão de Meio Ambiente e de Regularização Fundiária da OAB/DF.

A posição de Evaristo é a mesma do advogado Carlos Alberto Araújo de Sousa, também representante da OAB. “A Câmara Legislativa precisa se impor diante da negativa de algumas autoridades que são convidadas a esses eventos e acham que não tem nenhuma obrigação institucional de comparecer”.

O presidente da Associação dos Moradores do Morro da Cruz, Rogério Filho, chamou a atenção para que a Câmara legislativa defenda as milhares de famílias que diariamente vem sendo saqueadas de seus direitos pelas operações da Agefis.

“Estou preocupado com as áreas pobres de nossa região como o Capão Comprido, Morro da Cruz, Vila Zumbi, Vila do Boa e da Quadra 308 onde famílias não sabem em que se agarrar na defesa de suas moradias”, apelou ele.

Diante do vasto histórico sobre a repugnante destruição de casas feita por Rodrigo Rollemberg, o deputado Rafael Prudente e as lideranças comunitárias envolvidas no processo de mobilização da audiência pública chegam a uma conclusão: a Câmara Legislativa do Distrito Federal terá que sair da inércia e fazer por onde, para atenuar o forte sentimento de indagação popular contra o parlamento. (VEJA AQUI A RELAÇÃO DE AUTORIDADES CONVIDADAS).

Da Redação Radar

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