O ASSUNTO É

POLÍCIA FEDERAL LEVA “PODEROSO CHEFÃO” GUIDO MANTEGA, EX-MINISTRO DE DILMA E LULA

Publicado em

1AMANTEGAO ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) na 7ª fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Federal. A condução de Mantega foi autorizada pela Justiça Federal. Investigadores da Zelotes querem apurar a ligação de Mantega com empresa que é suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda.

                                                                    

Ainda segundo os investigadores, Mantega foi citado por suspeitos investigados na operação como amigo de um dos alvos da fase deflagrada nesta segunda-feira, Victor Sandri, dono da empresa Cimento Penha, suspeita de comprar decisões do Carf.

Inicialmente, o pedido da PF para realizar a condução coercitiva de Mantega havia sido negado pela Justiça. Depois, Ministério Público Federal e a PF reuniram novos elementos para embasar o pedido, que acabou sendo autorizado pela Justiça.

Além da condução do ex-ministro, a PF deve cumprir cerca de 30 mandados, de busca e apreensão e de condução coercitiva, na atual fase da Zelotes. Agentes foram ao Distrito Federal e para os estados de Pernambuco e São Paulo. Nesta 7ª fase da Zelotes também foi alvo de condução coercitiva o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva. Ele já foi condenado por participação nas fraudes no conselho e deu depoimento no presídio da Papuda, em Brasília.

A Zelotes foi deflagrada há um ano, em março de 2015. Inicialmente, o alvo da operação era o esquema de fraudes nos julgamentos do Carf. Segundo as apurações, conselheiros suspeitos de integrar o esquema criminoso passavam informações privilegiadas de dentro do Carf para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia. Esses escritórios, de acordo com os investigadores, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e prometiam controlar o resultado dos julgamentos de recursos. O esquema teria movimentado R$ 19 bilhões em irregularmente.

A PF diz que ficou “comprovado” que conselheiros e funcionários do órgão “defendiam interesses privados, em detrimento da União”, “valendo-se de informações privilegiadas”. Segundo a PF, mesmo depois do início da operação, as investigações encontraram indícios de que os crimes continuaram a ser cometidos.

Postado por Radar

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

Leia também

O balcão de Brasília: anistia para elites e silêncio sobre a escravidão

O Brasil de 2026 virou um balcão de negócios: indeniza elites e anistia militantes, mas ignora a dívida da escravidão. Um abismo moral onde o erário paga a conta de todos, menos a do racismo estrutural.

Mais Radar

Inteligência artificial vai auxiliar na manutenção de iluminação pública

A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPEs) iniciou a modernização...

Damares Alves reforça pedido para investigar Banco Master

Em entrevista concedida na manhã deste sábado (9), ao programa Vozes...

Cursos de qualificação do Renova DF têm 1,5 mil vagas abertas

O 2º ciclo de 2026 do programa Renova DF está com...

Metrô-DF abre chamamento público para quiosques nas estações

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) está com o...

DF ganha 85 ônibus novos e amplia frota

A população do Distrito Federal vai poder contar com mais 85...

Últimas do Radar

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.