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INABRA celebra 40 anos no combate ao racismo contra a população negra

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O Instituto Nacional Afro-Brasileiro (INABRA) celebrou na noite desta terça-feira (23), seus 40 anos de fundação em um evento marcante, que reuniu ativistas, acadêmicos e membros da comunidade para reafirmar o compromisso com a defesa do povo negro e o combate ao racismo.

O presidente do INABRA, engenheiro Ronald Barbosa, destacou ao Radar DF, a importância de incluir a população negra nas discussões sobre tecnologia e inovação.

“A inclusão da população negra na discussão sobre tecnologia é essencial, especialmente em um Brasil marcado por sua história escravista, que precisa se atualizar na era da inteligência artificial. Essa participação deve ir além da prestação de serviços, envolvendo propostas que reflitam a identidade brasileira”, afirmou Barbosa, enfatizando que a mudança estrutural exige estudo e conhecimento.

O evento também foi um momento de reflexão sobre a valorização da memória nacional e o reconhecimento de profissionais negros que transformaram a sociedade, mas muitas vezes são invisibilizados.

Segundo Barbosa, o INABRA tem como missão destacar essas contribuições e resgatar histórias negligenciadas.

O engenheiro Ronald Barbosa, presidente do Instituto Nacional Afro-Brasileiro
O engenheiro Ronald Barbosa, presidente do Instituto Nacional Afro-Brasileiro

“A memória é um ativo poderoso. Não podemos deixar que as contribuições dessas pessoas sejam esquecidas, mesmo anos após suas ações transformadoras”, declarou.

Ele reforçou a importância de preservar a história e a cultura afro-brasileira, frequentemente apagadas, e de promover um olhar crítico que revele a complexidade do racismo, muitas vezes mais institucional do que estrutural.

A luta contra o racismo estrutural, que persiste há mais de 500 anos no Brasil, foi outro ponto central do discurso de Barbosa.

Ativistas, acadêmicos e membros da comunidade negra celebram 40 anos do INABRA, unindo forças contra o racismo e por equidade.

Ele destacou a necessidade de denúncias e da participação em espaços culturais para reescrever a narrativa histórica, historicamente contada sob a perspectiva dos colonizadores.

“O racismo é mais institucional do que estrutural, e o governo precisa assumir sua responsabilidade. A educação é crucial, especialmente com a aplicação da Lei 10.639, que inclui a cultura afro-brasileira nos currículos escolares”, afirmou.

O presidente do INABRA reforçou que a conscientização é o primeiro passo para a transformação e que o Instituto seguirá lutando para promover justiça social, equidade racial e um futuro onde as contribuições de todos sejam celebradas.

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