O sistema de saneamento do Distrito Federal tem 7.700 km lineares, labirinto de tubulações que garante atendimento sanitário a 93% da população local. Algumas áreas rurais ou em processo de regularização usam soluções alternativas para fazer a coleta.
O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Luís Antônio Reis ressalta que trata-se de “um sistema muito organizado e preciso, considerado um dos melhores do Brasil”.
Ele explica que todo o esgoto vai para estações de tratamento, onde produtos químicos e equipamentos sofisticados deixam os efluentes mais limpos do que as águas de muitos córregos.
Cada rua tem capacidade para acomodar um certo número de veículos por minuto. No entanto, se dois carros colidirem nessa pista, ou se um grande buraco se abrir nela, esses obstáculos vão atrapalhar o fluxo dos automóveis.
Enquanto os transtornos de um engarrafamento estão limitados a atrasos e aborrecimentos, os problemas de uma rede de esgoto entupida são ainda maiores.
“Essas obstruções provocam o extravasamento do esgoto nas ruas ou dentro das residências, algo prejudicial à saúde e ao bem-estar da população. O sistema de saneamento é um bem da população. Portanto, deve ser bem-cuidado por ela”, diz o especialista.
Além de não jogar lixo nas redes coletoras, o cidadão pode ajudar denunciando pontos de entupimento da tubulação, onde o esgoto está transbordando nas ruas. Basta ligar para a Ouvidoria da Caesb pelo número 115 ou fazer o comunicado pelo aplicativo da companhia.

