Conforme dados da PCDF, casos de crimes virtuais cresceram no Distrito Federal, com destaque para o estelionato eletrônico. Os furtos e fraudes são praticados no ciberespaço e resultam em crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria).
Mais de 200 ocorrências e um prejuízo de pelo menos R$ 3 milhões foram registrados só no Distrito Federal, nos últimos dois anos.
Os números envolvem um grande esquema de crime cibernético descoberto pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), durante a operação Almoeda.
As investigações apontaram um grupo que criava páginas falsas na internet com o intuito de simular operações fraudulentas de leilão online de veículos.
No ano passado, foram registrados 20.543 crimes cibernéticos. Em 2021, as ocorrências de casos que ocorreram por meio digital atingiram 14.976 e, no ano anterior, foram 14.998.
“Grosso modo, é possível definir crime cibernético como aquele praticado em ambiente virtual. Pode ser classificado como próprio – em que os dispositivos eletrônicos, sistemas, bancos de dados ou terminais informáticos são atacados por crackers – ou impróprio, em que o ambiente tecnológico é simplesmente o meio para a prática do delito, por exemplo as fraudes que ocorrem pelo WhatsApp”, explica a delegada da Corf, Isabel de Moraes.
Além da clonagem de WhatsApp, estão entre os golpes mais comuns o boleto falso, os sites de comércio eletrônico fraudulentos, o falso leilão ou o falso empréstimo, o sequestro de dados e as fraudes envolvendo o Pix.
A Polícia Civil do DF recomenda a proteção dos dados pessoais, não acessar links suspeitos ou desconhecidos, ser criterioso com imagens e informações compartilhadas nas redes sociais e não efetuar pagamentos em contas de pessoas físicas sem antes verificar se são realmente vinculadas às empresas que alegam ser.

