*Por Kenedy Amorim de Araujo
A falta de investimentos na educação, em função da escassez de recursos, agregados ausência de prioridade por parte do Estado, tem levado ao cidadão de Brasília a viver em uma cidade cada vez mais violenta, suja e mal conservada.
epois de substituir quase todos os Secretários de Estado, nestes dezoito meses a frente do Distrito Federal, o Governo de Brasília inicia a entrega das Administrações Regionais às indicações dos Deputados Distritais e Partidos Políticos que jurarem lealdade.
Uma visão holística da Administração Pública, equipe e ambiente é imprescindível para enriquecer a tomada de decisões, minimizando o impacto dessas mudanças. Encontrar caminhos para as crescentes demandas das cidades, gerando com isso melhores condições de vida a população da Regiões Administrativas, são ações necessárias para destravar a máquina pública.
Equipamentos públicos deteriorados, estradas esburacadas, enormes filas e falta de medicamentos nos hospitais, escolas depredadas, violência crescente, economia local em crise gerando desemprego e a desvalorização e consequente desmotivação do servidor público de carreira são apenas alguns dos problemas herdados de governos anteriores, que a atual gestão tem como desafio, um problemão para resolver.
A pergunta que se faz é qual o ganho que a população de Brasília terá com a substituição dos Administradores Regionais? E, porque a população tem que arcar com essa vergonhosa barganha política, que troca votos por emprego para os cabos eleitorais, e apadrinhados políticos.
Vivemos um momento em que estamos experimentando as mudanças mais intensas de toda a nossa história, gigantescas manifestações, volume de informações nunca visto antes e a efervescência que leva a população a exigir melhores condições de vida , tudo em meio a um processo complexo e turbulento de mudanças.
A sociedade está cada vez mais exigente e os políticos e partidos perdendo a fidelidade dos seus eleitores. A instabilidade e a incerteza requerem desafios cada vez maiores.
O Governante que muito prometeu precisa colocar as pessoas certas nos lugares estratégicos, pois o mandato é de apenas quatro anos e cada dia perdido se traduz em milhares de “eleitores” irritados, inquietos e decepcionados.
Portanto, nesse novo ambiente, impõe-se uma revisão da gestão, considerando como o capital mais valioso, a dimensão humana, sendo decisiva para a sobrevivência de qualquer governo.
*Kenedy Amorim de Araujo é:
Auxiliar de Enfermagem
Economista,
Advogado,
Pós Graduado em Orçamento e Finanças Públicas,
Especialista em Direito Financeiro e Orçamentário
Gestor em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

