Vale tudo no jogo da trapaça e da imoralidade! A aproximação umbilical de alguns membros da diretoria executiva do “Adote um Distrital” com o governador Rodrigo Rollemberg e o seu partido, o PSB, evidencia a grave suspeição de que o véu da moralidade e da decência pregada pela ONG não é ético e nem tão transparente assim.
uem viu a presidente da ONG “Adote um Distrital”, Jovita José Rosa, acompanhada dos diretores Adécio Sartori e Henrique Ziller, protocolando no MPDFT um pedido de cassação de mandato de deputados distritais envolvidos em um suposto esquema de corrupção, não imaginava que por trás da moita, do referido gesto, poderia está escondido o governador Rodrigo Rollemberg.
A grave suspeita começou a aparecer diante da comemoração feita pelo governador após telefonar para um dos membros da ONG para saber se tudo tinha dado certo. E como deu. No documento protocolado junto ao Ministério Público nesta quinta-feira (22), o Adote um Distrital pede, individualmente, a cassação dos mandatos de cinco deputados: Celina Leão (PPS), Raimundo Ribeiro (PPS), Cristiano Araújo (PSD), Júlio Cesar (PRB) e Bispo Renato (PR).
Embora o “Adote” faça questão de ostentar que não tem fins lucrativos e não é ligado a nenhum partido político, no entanto grande parte de sua diretoria possui vínculos partidários e participa da “boquinha” do governo. É o caso de Jovita que tem filiação partidária no PDT, mas, segundo informações, estaria com um pé dentro do PSB, partido de Rodrigo Rollemberg.
A sintonia política é tão evidente que em abril do ano passado o governador nomeou Jovita José Rosa para exercer a Função de membro do Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito Federal. Henrique Ziller, do “adote” foi candidato a deputado distrital pelo PSB em 2014 e é o atual secretário de transparência do Governo de Brasília. Já o diretor Adécio Sartori foi candidato a deputado distrital também pelo PSB de Rollemberg e exerce o cargo de controlador do GDF.
Como chefe maior, Rollemberg teria sugerido a Jovita, Adécio Sartori e a Henrique Ziller que usassem a ONG para formular os pedidos de cassação de mandato contra os cinco deputados supostamente envolvidos no rolo do dinheiro da saúde. Rollemberg é o maior interessado no afastamento de Celina Leão (PPS) da presidência da Câmara Legislativa. O governador faz de tudo para se ver livre dos deputados ou mantê-los afastados para não ter que enfrentar um processo de impeachment. Os “moralistas” do adote foram convocados a fazer o papel sujo.
Por e-mail, o Radar quis saber do “Adote” sobre a relação política entre a ONG, o governador Rodrigo Rollemberg e o partido dele o PSB. Foi perguntado ainda se a ONG recebe algum tipo de incentivo financeiro por meio de parcerias com o governo de Brasília e quantos de seus membros estão filiados a partidos políticos ou que exerçam cargos comissionados no atual governo. Para essas perguntas, o diretor Calebe Cerqueira enviou a seguinte resposta:
“Esclarecemos que em nosso Estatuto não podemos receber dinheiro do governo, seja federal ou qualquer outro ente federado, e assim o cumprimos. Em nosso estatuto não há restrição para a participação de cidadãos com vínculo partidário, esclarecemos ainda que o Adote um Distrital é um projeto totalmente composto por voluntários onde incentivamos a Transparência e o Controle Social no âmbito do Legislativo Local”.
Faltou ele explicar a participação dos integrantes do adote no esquema da “boquinha” do governo.
Da Redação Radar

