O governo federal lançou oficialmente o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma ofensiva estratégica que visa desarticular as bases operacionais das facções criminosas.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, a prioridade absoluta é transformar o sistema carcerário, impedindo que presídios continuem funcionando como centros de comando para o crime organizado.
A iniciativa está estruturada em quatro eixos fundamentais:
- Segurança Prisional: investimento de R$ 330,6 milhões para elevar 138 unidades ao padrão de segurança máxima.
- Asfixia Financeira: bloqueio do fluxo de capital ilícito.
- Investigação de Homicídios: qualificação técnica para reduzir a impunidade.
- Combate ao Tráfico: foco em armas, munições e explosivos.
Com um aporte direto de R$ 1,06 bilhão e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões via BNDES, o plano foca em tecnologia, como bloqueadores de sinal e scanners, e inteligência. O diferencial desta gestão é a desburocratização: o envio de equipamentos aos estados independe de adesão formal.
Para Lima, a segurança pública deve sobrepor-se a divergências políticas, unindo governadores em torno de um objetivo comum: retomar o controle estatal e garantir a paz social por meio da interrupção da comunicação entre lideranças criminosas presas e suas bases nas ruas.
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