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Donos da Americanas dizem que não sabiam de manobra contábil

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Pela primeira vez, os bilionários por trás da Americanas se pronunciaram sobre o rombo de R$ 20 bilhões no balanço financeiro da empresa. Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira divulgaram nota nesse domingo (22).

O trio afirmou que a administração da empresa “sempre foi pautada, ao longo de décadas, por rigor ético e legal” e afirmam que confiavam na contabilidade da companhia, feita pela empresa PwC, e que, por isso, acreditavam que estava tudo dentro dos conformes.

“Ela [a PwC], por sua vez, fez uso regular de cartas de circularização, utilizadas para confirmar as informações contábeis da Americanas com fontes externas, incluindo os bancos que mantinham operações com a empresa. Nem essas instituições financeiras nem a PwC jamais denunciaram qualquer irregularidade”, explicaram.

No dia 11 de janeiro de 2023, por meio de fato relevante, a Americanas S.A. tornou pública a existência de significativas inconsistências em sua contabilidade. Desde então, sempre com transparência e imediatismo, “vários esforços vêm sendo feitos para o correto tratamento dos desafios que hoje se colocam à empresa”.

Os empresários disseram ainda que o comitê independente da empresa vai apurar o que causou as inconsistências. Além disso, os bilionários disseram lamentar “profundamente as perdas sofridas pelos investidores e credores, lembrando que, como acionistas, fomos alcançados por prejuízos”.

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