A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, neste sábado (5), que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre uma possível interferência na elaboração de um relatório da Polícia Federal.
O documento foi produzido a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e menciona a relação do empresário Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e com o próprio Gonet.
Em nota, a ADPF também defendeu o arquivamento do procedimento instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de que a medida seria inadequada para questionar um ato determinado pelo STF.
A entidade sustentou ainda que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero devem ser investigados de forma ampla, sem seletividade em relação às autoridades citadas.
Segundo a associação, o artigo 258 do Código de Processo Penal estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos magistrados.
A PGR informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que abriu procedimento para apurar se houve ordem ou interferência externa capaz de comprometer o conteúdo do relatório.
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