O ASSUNTO É

Advogado preso em São Luis, cobrou R$8 milhões a JBS e pagava R$ 50 mil de propina

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Para ter informações privilegiadas no âmbito da Greenfield, operação que apura fraudes nos fundos de pensão e tem como um de seus alvos a JBS, o advogado de Brasília, Willer Tomaz preso na última quinta-feira em São Luís, pela Policia Federal, pagava a propina mensal de R$ 50 mil ao procurador Ângelo Goulart Villel. O procurador que está preso é auxiliar direto do vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino(PC do B)

 

advogado Willer Tomaz já se encontra desde ontem na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Ele é um dos muitos personagens apontados na delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, feita em maio deste ano  na Procuradoria-Geral da República.

Ele foi preso em São Luís, cidade onde teria como cliente o governador Flávio Dino e lugar que também  escolheu para estender a sua vocação empresarial na área da comunicação. Willer é sócio majoritário da Rádio TV Difusora do Maranhão, grupo empresarial recentemente comprado por ele, onde divide a sociedade com o deputado federal Weverton Rocha, líder do PDT na Câmara para quem já atuou como advogado no processo nº 3-79.2014.6.10.0000 que tramitou na Justiça Eleitoral do Maranhão, em 2014.

O advogado que cobrou 8 milhões de honorários para defender os interesses da JBS, empresa investigada no âmbito da operação Greenfield, sabia de todos os passos das investigações policiais e do Ministério Público Federal no caso de fraude em fundo de pensão.

Ao dono da Friboi, o advogado disse ter proximidade com o juiz substituto Ricardo Soares Leite da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília e que tinha amizade, também, com o procurador da Republica , Ângelo Goulart Villel que poderia ajudá-lo a obter informações privilegiadas.

As informações constam em um dos anexos do Inquérito 4.489 do Ministério Público Federal, que tem como relator o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da gravidade da delação feita por Joesley Batista, a Procuradoria-Geral (PGR) pediu a prisão do procurador Ângelo Goulart Villela e do advogado Willer Tomaz por corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça.

Em nota o governo do Maranhão nega envolvimento com advogado e afirma que Willer Tomaz já tenha atuado em defesa do governador Flávio Dino (PCdoB) na esfera judicial. “Willer Tomaz jamais foi advogado do governador Flávio Dino. Nunca foi constituído para advogar para Flávio Dino”, disse

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