Há exatos 45 dias, Brasília segue apeada por uma decisão do STF que cassou a sua autonomia política, afastando um governador reeleito pelo povo, por meio de uma "canetada". Alguns poucos da classe política se manifestaram em defesa da "capital da esperança". Outros, que se dizem "apaixonados por Brasília", seguem silenciosos ou amedrontados.
"Dinheiro tem, mas falta gestão", diria, se vivo fosse, o saudoso médico Jofran Frejat, que revolucionou a saúde da capital da esperança, e ajudou a implantar o SUS e a Assistência de Atenção a Saúde, para o resto do Brasil.
A defesa das forças de Segurança do DF, se tornou na maior bandeira de luta do senador Izalci Lucas. Ele reagiu duro contra o ministro da Justiça Flávio Dino, por demostrar desinteresse pelo ajuste salarial dos policiais militares e civis do DF.
Recursos destinados pelo senador Izalci Lucas, foram empenhados na compra de 34 modernos aparelhos de raio-x, que estão sendo distribuídos entre 10 hospitais regionais do DF. Os equipamentos irão ajudar a diminuir a gigantesca fila de espera das cirurgias eletivas.
Alexandre de Moares já não tem nenhum motivo para manter a sua decisão que sacou do cargo o governador reeleito Ibaneis Rocha. As investigações feitas pela Polícia Federal, não encontrou indícios de que Ibaneis foi conivente com o vandalismo contra os símbolos da República.
O laudo da PF, com 82 páginas, reúne dezenas de ligações e mensagens telefônicas, realizadas pelo governador, entre os dias 7 de janeiro ao dia 13, com inúmeras autoridades, além de profissionais de imprensa.
O vice-presidente da Câmara Legislativa, Ricardo Vale (PT), disse ao RadarDF, que o Distrito Federal precisa se mobilizar contra a escalada da violência, que abate mulheres indefesas. " Os homens são fundamentais na luta contra o machismo", acredita.
A CPI criada pelos distritais, para investigar o que já estar sendo investigado, pode se transformar em um jogo de compadres, onde só eles ganham. A diferença é que o contribuinte brasiliense sai no prejuízo ao pagar os custos do "faz de conta".
Chico Vigilante disse que foram momentos tensos para a composição da CPI, mas disse que o presidente da Casa, Wellington Luis, agiu como um magistrado.