O Governo do Distrito Federal (GDF) intensifica os esforços no combate ao mosquito Aedes aegypti, com o início do período de chuvas. Na primeira semana de janeiro, o fumacê percorre as cidades, aplicando o inseticida nas ruas.
Trata-se de uma das principais estratégias para reduzir a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.
“Elaboramos um itinerário baseado nas solicitações das administrações regionais, postos de saúde e hospitais das cidades que mais registraram casos prováveis ou confirmados de dengue. A estratégia é a última válvula de escape para eliminar as fêmeas transmissoras do vírus”, explica Reginaldo Braga, coordenador de controle químico e biológico da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde do DF.
O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, em 2023, mostra que as cidades que mais apresentaram casos prováveis de dengue foram Ceilândia (4.517), Samambaia (3.250 casos prováveis), Brazlândia (2.397), Recanto das Emas (2.340) e Planaltina (2.131). As cinco regiões administrativas concentraram 41,17% dos casos.
A aplicação do inseticida iniciou no último dia 2 de janeiro. Entre as ações permanentes adotadas pela saúde pública do DF estão o fumacê, o manejo ambiental, o controle químico, as inspeções dos agentes de vigilância a residências e o investimento em novas tecnologias, como as armadilhas ovitrampas.
O objetivo da Secretaria de Saúde é maximizar as ações no combate às doenças, reduzir casos e mortes decorrentes de dengue, diminuir o tempo de resposta do enfrentamento e minimizar as dificuldades decorrentes da sazonalidade, assim como os riscos de epidemia.
As ações contam com a articulação e apoio de outros órgãos do GDF. A pasta elaborou também o Plano para Enfrentamento da Dengue e outras Arboviroses para os anos de 2024 a 2027.

