O rotativo é a modalidade em que o cliente não paga o valor total do cartão de crédito e transfere a fatura para o mês seguinte, com um parcelamento automático da dívida.
Em meio às negociações para resolver o impasse em torno dessa medida, o limite ao número de parcelas oferecidas não agradou ao varejo. Com juros anual acima de 400%, essa é a modalidade de crédito mais cara do país.
O Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) estudam uma solução para o problema, junto com o Congresso Nacional.
Por entender que a medida pode sobrecarregar ainda mais os pobres, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad demonstra preocupação com a modalidade.
Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, a proposta de limitar o parcelamento não faz sentido.
“O que nós entendemos é: o problema da taxa de 400% do rotativo tem que ser equacionado”, ressaltou o também conselheiro da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).
A proposta na mesa de negociação hoje é que as faturas não pagas sigam direto para o sistema de parcelamento do cartão, com uma taxa mensal de juros indo de 15% a 9% ao mês.

