Segundo uma pesquisa, divulgada recente, o Auxílio Brasil — programa que substituiu o Bolsa Família — é inacessível para boa parte dos brasileiros que vive na pobreza ou na miséria absoluta.
De acordo com o Ministério da Cidadania, até maio de 2022, mais de 86 milhões de pessoas em situação de rua estavam no CadÚnico.
Outras milhares de pessoas sequer sabem que têm direito ao Auxílio Brasil, que teve o valor elevado de R$ 400 para R$ 600 no mês de agosto.
A falta de acesso aos benefícios sociais do governo faz com que muitos cidadãos fiquem fora das estatísticas, que acabam não refletindo a realidade do universo de vulneráveis no país.
A frequência escolar de crianças e adolescentes é um dos requisitos para que uma família em extrema pobreza ou na pobreza tenha direito a receber o Auxílio Brasil.
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O cientista social Sérgio Andrade, diretor Executivo da Organização Não governamental (ONG) Agenda Pública, explica que boa parte do conjunto da população beneficiada pelo auxílio emergencial durante a pandemia não fazia parte do CadÚnico.
Ele ressalta que “é por isso que esse grupo é chamado de invisível. Vale lembrar que o auxílio emergencial chegou a ser pago para 68 milhões de pessoas e, atualmente, os beneficiários do Auxílio Brasil é menor”.
Sérgio destaca que esse universo de invisíveis gira em torno de 38 milhões de pessoas — a maioria de homens (cerca de 20 milhões), e mais de 17,5 milhões de mulheres.
Apesar da redução da taxa de desemprego para 9,3% no trimestre encerrado junho, o número de desocupados, de 10,1 milhões, ainda é elevado no país, segundo a pesquisa da UFMG.

