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Brasil segue em dificuldade para preencher vagas de emprego

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Uma pesquisa feita pelo ManpowerGroup, mostra que o Brasil superou a média global de escassez de profissionais e atingiu o índice de 81% em 2022.

O resultado mostra 10 pontos percentuais a mais que o relatado por empregadores no ano passado. Além disso, esse é o maior desde o início da pesquisa, em 2010.

O índice de escassez de talentos atingiu 75% no mundo. Representado pelo início da série histórica do levantamento é o maior nível em 20 anos.

O resultado da pesquisa reflete um aumento de 6 pontos percentuais em relação a 2021 e é quase o dobro do relatado em 2015.

Wilma dal Col, diretora de gestão estratégica de pessoas no ManpowerGroup comenta que “a escassez de talentos é um dos maiores gargalos das organizações que desejam prosperar. Em um cenário de avanço digital, as competências humanas ganham cada vez mais destaque, pois são elas que impulsionam os negócios”.

O Brasil ficou na 9ª posição no ranking dos 10 países em que o desafio para preencher vagas é mais elevado. O primeiro é Taiwan com 88%, seguido de Portugal com 85% e Singapura com 84%.

O estudo ainda mostra a escassez de profissionais por porte de empresa e segmentos que mais demandam talentos e os que encontram mais dificuldades no Brasil.

Por porte de empresa, os dados mostram que há pouca variação no desafio de preencher vagas. As grandes precisam se esforçar menos, mas também registram um alto índice de escassez, de 80%.

As micro empresas são as que mais enfrentam dificuldades, o índice é de 85%. As pequenas batem os 81%, as médias 84% e as Grandes 80%.

Tecnologia da Informação & Dados está entre os cinco segmentos em que há mais demanda por talentos com 40%. Depois vem atendimento ao Cliente & Front Office (32%), logística & operações (23%), marketing & vendas (21%) e administração (21%).

Há também os setores que mais registram dificuldade em encontrar talentos. Banco & finanças (86%), TI & tecnologia (84%), indústria (84%), educação, saúde & governo (80%)Atacado & Varejo (79%).

A diretora Wilma ressalta que “para minimizar os impactos da escassez, é essencial a adoção de estratégias inteligentes, com valorização do capital humano e voltadas para a reciclagem de conhecimentos, baseada na formação constante e ininterrupta. Essa é a chave principal para driblar esse desafio e enfrentar o dinamismo da realidade de trabalho atual”.

Ela ainda destaca que, enquanto as organizações passam por transformações devido a todos os avanços tecnológicos, os profissionais estão fazendo escolhas com mais autonomia e independência.

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