O ASSUNTO É

JAQUELINE ACUADA! Ou permanece no PTB ou terá que procurar outro partido

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Por não ter sido reconduzida, por decisão do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, à presidência do PTB local, a deputada distrital Jaqueline Silva enfrentará dificuldades para se reeleger pela legenda no próximo ano ou mesmo se buscar abrigo em outro partido.

O PP, de Celina Leão, seria a melhor opção para a parlamentar.

Quem sucedeu Jaqueline foi o apostolo e ex-candidato a senador em 2018, Fadi Faraj. Por decisão de Jefferson ele é o novo presidente da legenda no Distrito Federal.

O advogado Paulo Fernando Melo da Costa, passa ser o vice-presidente da legenda.

Paulo Fernando é pre-candidato a deputado federal.

Enquanto Faraj representa o segmento evangélico Paulo Fernando representa o segmento católico.

A configuração do PTB-DF, montada para as eleições de 2022, que asseguraria uma reeleição tranquila da deputada Jaqueline Silva, foi desfeita com uma canetada de Roberto Jefferson ocorrida no final da semana passada.

Jaqueline estava como presidente da legenda regional desde maio de 2019, três meses após ter tomado posse do mandato de deputada distrital, fruto da disputa política judicial no Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

O mandato era reivindicado pela ex-deputada Telma Rufino.

Ao levar a melhor no tapetão judicial, Jaqueline assumiu o partido com o foco voltado para a sua reeleição do próximo ano, embora sabendo que deveria cumprir um acordo, feito pelo presidente nacional do partido, que no ano da eleição, a legenda no DF seria conduzido pelo ex-candidato a senador Fadi Faraj.

Fadi, disputou a senatoria em 2018  pelo PRP, obtendo  268.078 votos válidos, mas não conseguiu se eleger, mas ficou como o primeiro suplente do senador Reguffe.

No PTB, Fadi disputará novamente a cadeira do Senado, dentro de uma chapa majoritária apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro no Distrito Federal.

Segundo uma fonte do PTB nacional, a não recondução de Jaqueline ao comando do partido no DF, teria se dado em razão do pouco interesse da parlamentar de preparar o partido para a disputa do próximo ano.

Outro fator que desgostou o presidente nacional teria sido o veto imposto por Jaqueline ao projeto de Raad Masshouh que seria candidato a deputado distrital em 2022. Raad Masshouh que já foi distrital, deixou o partido.

“Do jeito que o PTB ia no DF não teria chance alguma de construir uma nominata forte para disputar as eleições de 2022”, contou a fonte ao RadarDF.

O quadro de filiados do PTB DF, segundo ainda a mesma fonte, ficou a quem das expectativas esperadas pelo presidente nacional Roberto Jefferson.

Fora do comando do partido, Jaqueline terá muito dificuldade de se reeleger, embora tenha ao seu favor a garantia de disputar a reeleição como candidata natural da legenda.

Se deixar o PTB, a distrital pode enfrentar dificuldades de ingressar em outro partido, já que a maioria deles está fechando as portas  para deputados com mandatos, isto porque os sem mandatos não querem ser bucha de ganhão na disputa.

O único partido até agora que a deputada pode ingressar sem problema, se deixar o PTB, é o Partido Progressista de Celina Leão.

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