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AGONIA DO DINOSSAURO| Em crise, Correio Braziliense perde espaço e leitores

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O músico Louis Armstrong, que esta semana foi homenageado pelo jornal Correio Braziliense, tem uma célebre frase que dizia: “Os músicos não se aposentam, param quando não há mais música em seu interior.” A regra deveria ser para todos.

Não se deve viver do passado, de canções antigas e repetitivas. É preciso reciclar, modernizar e acompanhar os tempos. Como dizia nossos avós, quem vive de passado é museu.

Para uma empresa, o passado pode contar décadas. Para o jornalismo, bastam algumas horas para que algo fique velho.

O mais respeitado jornal da Capital Federal, o Correio Braziliense desprezou a regra de Louis Armstrong. O passado remoto e o passado recente, se misturam num mundo da lua.

A  publicação a baixo virou meme nas redes sociais.

 

O Correio confundiu Neil Armstrong, o primeiro homem pisar na lua em 1969, com o músico e rei do jazz Louis Armstrong.

Na edição do dia  2 de janeiro, os  assinantes do Correio Braziliense foram surpreendidos com uma matéria que já havia sido publicada cinco dias antes com o mesmo texto, o mesmo título na mesma página: “Jogo Aberto para 2022”.

A única alteração na matéria do jornal foi na diagramação para incluir a foto de Rodrigo Rollemberg (PSB) o que levou muita gente acreditar que o ex-governador do DF tenha  reclamado da edição anterior e voltou ser ele o próprio editor como no passado.

O Correio Braziliense, que já foi o carro-chefe do maior conglomerado de mídia no Brasil, fundado por Assis Chateaubriand, em 1960, juntamente com a inauguração da capital federal, passa por problemas.

O jornal  têm consistentemente cada vez menos leitores e cada vez menos anunciantes. Funcionários que sobreviveram aos cortes recentes sabem que podem perfeitamente estar no próximo.

É fato que a  redação esvaziou. Como um dinossauro, o jornal  não conseguiu se adaptar aos novos tempos. Demorou para aceitar que a internet iria engolir a mídia impressa.

Para  completar, a  linha editorial se rende a jogos e pressões políticas, ilegítimas e ocultas, o que deixa seus leitores em dúvida sobre a seriedade do jornal. Quanto dura a agonia?

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