O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, quer lançar um site na internet para vender livros, canecas, camisas e chaveiros. A informação, publicada inicialmente pelo portal UOL, foi confirmada pela advogada de Beira-Mar, Paloma Gurgel
Postado por RADAR-DF
O traficante contratou uma agência de comunicação para cuidar da produção do conteúdo do portal, que terá ainda uma área interativa, onde leitores poderão fazer perguntas que serão levadas até Beira-Mar — que cumpre pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte — para que ele responda.
O site deve ser lançado até o final do ano. Inicialmente serão vendidos pelo portal dois livros escritos pelo traficante. Um deles já está pronto: é o trabalho que Beira -Mar apresentou para concluir a faculdade de Teologia, que ele cursou à distância, de dentro da cadeia.
O segundo é a biografia que o traficante está escrevendo, em que vai contar sua trajetória, da infância em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até o auge no mundo do crime.
Num segundo momento, o portal vai passar a vender produtos com uma marca que está sendo criada pelo traficante.
- Morre aos 58 anos o ex-deputado federal e professor de direito Paulo Fernando
- Primeiro sorteio do Nota Legal em 2026 será em 20 de maio
- Novas famílias são beneficiadas com o programa Melhorias Habitacionais
- Governo libera mais R$ 4,6 bi para pagar saque-aniversário do FGTS
- Canal é lançado para denúncias de furto e roubo de cabos de energia
Segundo Renato Homem, jornalista dono da agência contratada pelo chefão, todos os produtos serão confeccionados por dependentes químicos em recuperação em uma ONG ligada a uma igreja evangélica.
A renda obtida com a venda dos produtos, de acordo com Homem, será revertida à ONG.
O iniciativa de Beira-Mar, no entanto, deve esbarrar na Justiça, segundo o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que foi titular da Vara Criminal de Ponta Porã, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Para Oliveira, que já condenou o traficante por tráfico de drogas, um preso não pode exercer atividade comercial.
“A Vara de Execuções Penais (VEP) não deve permitir a venda de produtos com a marca do preso, porque configura atividade comercial, mesmo se o comércio for feito por terceiros. Mas não há impedimento nenhum em um preso escrever um livro e lançá-lo” afirma o magistrado aposentado.

