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Sem mandato e sem metrô, Wellington Luiz pode ficar fora do governo

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O deputado derrotado Wellington Luiz (MDB), não vai mais ser o presidente do Metrô de Brasília como havia anunciado o governador eleito Ibaneis Rocha. O agente aposentado da Polícia Civil e deputado distrital derrotado na última eleição, está impedido por contrariar a lei das empresas de economia mista e por uma recomendação do Ministério Público do Distrito Federal.  Havia a expectativa dele presidir a  famigerada Agefis. Mas na manhã desta quarta-feira (19/12),  Ibaneis anunciou outro nome para a  agência demolidora de casas  que se chamará de DF-Legal /Agência de Fiscalização

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Na semana passada, Wellington já tinha planejado, nos seus mínimos detalhes, de como iria administrar a Companhia Metropolitana do Distrito Federal – Metrô/DF, nos próximos quatro anos.

No entanto, uma recomendação do Ministério Público do DF, feita ao governador eleito Ibaneis Rocha, foi a pá de cal que enterrou o projeto futuro do quase presidente do Metrô.

O MP fez um alerta sobre o que diz a lei federal  13.303/ 2016.

Pela regra, o distrital derrotado não preenche os requisitos do artigo 7 da lei que exige notório saber no que diz respeito a transportes sobre trilhos,  caso do metrô.

§ 2º: É vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a diretoria:

I – De representante do órgão regulador ao qual a empresa pública ou a sociedade de economia mista está sujeita, de Ministro de Estado, de Secretário de Estado, de Secretário Municipal, de titular de cargo, sem vínculo permanente com o serviço público, de natureza especial ou de direção e assessoramento superior na administração pública, de dirigente estatutário de partido político e de titular de mandato no Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados do cargo;

II – De pessoa que atuou, nos últimos 36 (trinta e seis) meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral;

Wellington Luís é vice-presidente do MDB-DF e para ocupar tal cargo, segundo alguns advogados consultados pelo Radar, deveria ter se afastado da estrutura decisória do MDB pelo menos três anos antes.

Ontem, após a diplomação, o governador eleito Ibaneis Rocha, disse que terá que escolher um outro nome para comandar a Companhia Metropolitana  e que provavelmente seria uma pessoa de fora de Brasília.

Disse ainda, que conversaria  nesta quarta-feira(19) com Wellington Luiz para assumir a  presidência  da Agência de Fiscalização –Agefis.

Porém, o futuro chefe do executivo local mudou de ideia. Resolveu anunciar  para o  cargo o servidor  de carreira do órgão de fiscalização, Georgeano Trigueiro Fernandes.

Ele terá como adjunto,  o também funcionário de carreira  Valterson da Silva. A famigerada Agefis trocará de nome: se chamará DF Legal/ Agência de Fiscalização.

Wellington Luiz, sem mandato e sem metrô,  pode ficar  fora do futuro governo.

 

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