Depois de registrar recuos em junho (-0,9%) e julho (-0,3%), a atividade econômica no Brasil voltou a crescer, apresentando expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto de 2026. Com esse resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) acumula uma alta de 1,8% nos últimos 12 meses, segundo dados do Monitor do PIB divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
De acordo com o levantamento, o avanço mensal foi impulsionado principalmente pelo desempenho positivo da indústria extrativa e pela continuidade da expansão do setor de serviços. Na ótica da demanda, as exportações e os gastos do governo atuaram favoravelmente para compensar a desaceleração do consumo das famílias.
Desempenho mensal recente: agosto (0,5%), Julho (-0,3%), Junho (-0,9%), Maio (0,6%) e Abril (0,3%).
Comparativo interanual: crescimento de 1,5% em relação a agosto de 2025.
Trimestre móvel: alta de 1,7% no trimestre encerrado em agosto na comparação com o mesmo período do ano anterior.
PIB acumulado: estimado em R$ 9,020 trilhões até agosto em valores correntes.
Pesquisadores do Ibre destacaram que o resultado demonstra capacidade de recuperação da atividade econômica, mesmo em um cenário de inflação persistente e taxa de juros elevada.
O resultado do Monitor da FGV converge com o prévia do Banco Central (IBC-Br), que também indicou crescimento de 0,3% em agosto.O resultado oficial do PIB referente ao terceiro trimestre será divulgado pelo IBGE no início de dezembro.
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