Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

O “8 de Janeiro” é fichinha diante da agonia do STF neste “15 de setembro”

O STF chega ao 15 de setembro sob forte pressão. O desafio não é apenas jurídico: é preservar a autoridade moral, a coesão interna e a confiança da sociedade na Suprema Corte.

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O Supremo Tribunal Federal vivencia, nesta terça-feira, 15 de setembro, a maior vertigem institucional de sua história recente.

Se o ataque físico de 8 de janeiro de 2022 estilhaçou vidraças e depredou o patrimônio público, o racha interno e as desconfianças que cercam a alta cúpula do Judiciário ameaçam corroer o ativo mais valioso de uma corte constitucional: sua autoridade moral e sua reputação ilibada.

Nesse cenário, a desproporção e o descompasso das ações do tribunal tornam-se gritantes aos olhos da opinião pública.

A emblemática pichação, feita com batom vermelho, da frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça, cuja autora foi condenada a 17 anos de prisão, parece fichinha diante das denúncias que envolvem integrantes da alta cúpula do tribunal no maior assalto ao sistema financeiro do país, liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Analistas políticos e críticos do STF apontam que o embate entre os ministros e as graves acusações reveladas por relatórios de inteligência da Polícia Federal colocam a instituição em uma encruzilhada inédita.

A tese defendida por observadores do meio jurídico é a de que a destruição simbólica do código moral e a erosão do respeito público ferem a Suprema Corte de forma muito mais profunda do que o vandalismo material de quatro anos atrás.

A sessão do Plenário desta terça-feira, 15 de setembro, consolida-se como um teste decisivo para a coesão do Supremo.

A sociedade aguarda para saber se a Suprema Corte conseguirá restabelecer a autodisciplina interna e a transparência indispensáveis ao exercício de seu papel de guardiã da Constituição ou se confirmará as previsões mais sombrias sobre a degradação de sua imagem institucional.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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