A menos de 72 horas do prazo final para o registro das candidaturas às eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Distrito Federal ainda é marcada por indefinições.
Dos seis nomes que devem disputar o Palácio do Buriti, apenas três ingressaram, até o momento, com pedidos de registro: Kiko Caputo (Novo), Professor Robson da Silva (PSTU) e Professora Samara Mineiro (UP).
Conforme estabelece a Resolução TSE nº 23.609/2019, partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro.
Grande parte das legendas, porém, ainda aguarda possíveis mudanças em suas respectivas chapas majoritárias.
Na chapa liderada pela governadora Celina Leão (PP), que disputará a reeleição, permanece indefinida a segunda vaga para o Senado. A primeira vaga da coligação já está reservada a Michelle Bolsonaro (PL).
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O impasse surgiu após a desistência do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) de disputar um cargo eletivo neste ano. Até agora, o MDB não apresentou outro nome.
Bia Kicis também reivindica a vaga. A dúvida é se o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, pretende gastar muito dinheiro em uma candidatura considerada de “voo de galinha” ou manter a deputada como candidata à Câmara.
Celina também deverá se posicionar, já que partidos de sua base de sustentação pleiteiam o espaço.
A chapa do inelegível José Roberto Arruda (PSD) enfrenta impasses ainda maiores, começando pela própria situação jurídica do candidato.
Impedido de disputar eleições por condenações enquadradas na Lei da Ficha Limpa, Arruda poderá até apresentar o registro no dia 15, mas sua candidatura permanecerá sob questionamento judicial.
No PT, o impasse está na escolha do vice. A legenda espera que o forasteiro Ricardo Cappelli recue de sua candidatura após a “catracada” recebida do presidente Lula: “ou vai vice de Grasse ou tiro os cargos da ABDI”, teria exigido Luis Inácio Lula da Silva.



