Em declarações à imprensa, após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, realizado no último domingo pela TV, a governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, afirmou que a inelegibilidade de José Roberto Arruda, imposta pela Justiça, é uma espécie de “medida protetiva” para resguardar Brasília.
Segundo Celina, a medida seria uma forma de proteger a capital da “violência da corrupção desenfreada” que, em sua avaliação, teria sido praticada por Arruda, quando foi governador do DF.
Ele foi o primeiro governador no exercício do cargo a ser preso na história do Brasil após a redemocratização. Arruda foi encarcerado em fevereiro de 2010 durante a Operação Caixa de Pandora.
A governadora afirmou que Arruda é ficha-suja e está impedido de se candidatar há 16 anos.
Disse ainda que o ex-governador possui condenações em primeira e segunda instâncias, foi preso e, mesmo após a prisão, tentou retornar ao comando do Governo do Distrito Federal.
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Em contraponto, Celina declarou ser ficha-limpa e afirmou nunca ter sofrido condenações ou impedimentos eleitorais.
Para ela, a inelegibilidade de Arruda pode ser comparada a uma medida protetiva judicial destinada a proteger Brasília.
A governadora ressaltou que exerce o quarto mandato e disse preservar a integridade de sua trajetória pública.
Também acusou Arruda de tentar “limpar” a própria imagem ao se comparar com outras pessoas.
Celina concluiu, afirmando que a população de Brasília está “vacinada” contra as ações e o discurso enganoso de Arruda.



