No debate do último domingo (9), transmitido pela TV Bandeirantes, o inelegível pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), recorreu a uma tática bem conhecida na política enganosa: a promessa de obras faraônicas para encantar o eleitorado.
Ao afirmar que, se eleito, construirá quatro novas linhas de metrô conectando todo o DF e municípios do Entorno, como Luziânia e Águas Lindas, Arruda ignora limites técnicos e financeiros elementares na tentativa de enganar o povo. Confira:
A realidade dos números mostra o tamanho da mentira eleitoreira. Arruda, que se diz engenheiro, mas nunca exerceu a profissão, apresenta um projeto que prevê a expansão da malha metroviária em quase 180 quilômetros.
A proposta da enganação contempla obras de alta complexidade, como a superação dos acentuados aclives da Serra de Sobradinho, a travessia de áreas de proteção ambiental e a construção de uma quarta ponte sobre o Lago Paranoá.
Na ponta do lápis, o custo total de uma intervenção desse porte varia entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões. A conta simplesmente não fecha.
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Toda a verba livre do Distrito Federal destinada a investimentos diretos em infraestrutura e obras públicas gira entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões anuais.
Portanto, para cumprir essa promessa eleitoreira em apenas quatro anos, o GDF precisaria canalizar 100% de sua capacidade de investimento exclusivamente para o metrô, paralisando serviços fundamentais como saúde, educação e segurança pública, além de deixar de pagar servidores por quatro anos e ainda pedir dinheiro emprestado ao governo federal.
Além do obstáculo orçamentário, a execução esbarra no tempo e na burocracia. Empreendimentos desse porte demandam complexos estudos de viabilidade socioeconômica, licenciamentos ambientais rigorosos, desapropriações urbanas e licitações de grande porte.
Além do mais, projetos dessa magnitude levam de 15 a 20 anos para serem concluídos.
Prometer quatro novas linhas de metrô para um único mandato não passa de propaganda enganosa.



