Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país. O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais.
O cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, mas o sistema de transferência instantânea ganhou espaço principalmente entre pequenos estabelecimentos.
Esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes. Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações.
O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.
O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.
- Pela 1ª vez desde março, mercado reduz expectativa para Selic em 2026
- Bandeira tarifária continuará amarela em agosto
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- Cidades, Transportes e Fazenda lideram desbloqueio do Orçamento
- Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos
A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.
O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas.
“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.
O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas.

