O Partido Liberal do DF oficializou, neste domingo (02), as candidaturas de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro ao Senado, além dos nomes que integram as nominatas proporcionais.
A convenção contou com a presença de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
Nos bastidores, no entanto, a condução do evento revelou um controle rigoroso e seletivo por parte da presidente do diretório distrital, Bia Kicis.
Segundo informações passadas pela equipe responsável por liberar as pulseirinhas, Bia Kicis foi extremamente criteriosa na escolha de quem iria cobrir o evento como jornalista e de quem subiria ao palanque onde Flávio Bolsonaro discursaria.
Veículos de comunicação, apenas os grandes.
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Os blogs da imprensa alternativa, nem pensar. Todos foram barrados.
O que deveria ser um evento de interesse público, já que se tratava da oficialização de candidaturas a cargos eletivos e financiado com impostos pagos pelo povo, parecia ser uma festa de interesse privado, em que o público pouco importava.
Os candidatos a deputado federal com mandato subiram ao palanque. Já os deputados distritais que concorrem à reeleição foram convidados a descer, medida que gerou atrito imediato.
O deputado Thiago Manzoni, um dos integrantes da executiva do partido local e próximo a Bia, reagiu com irritação e chegou a ameaçar deixar a convenção.
Bia Kicis se elegeu em 2018 na esteira da onda bolsonarista, com forte presença nas redes sociais.
O cenário de 2026, porém, é outro e muito diferente do de outrora.
A direita se fragmentou, as redes sociais perderam parte do fervor bolsonarista e o eleitorado conservador mostra disposição para olhar outras opções.
Quem controla o palanque do PL hoje pode descobrir, em frações de segundo, que a roda gira mais veloz do que se imagina.
Kicis parece apostar na autonomia e no capital político acumulado, acreditando que a terra é plana e que o raio cai sempre no mesmo lugar.
Ao filtrar aliados e restringir o acesso de quem poderia amplificar a mensagem, a deputada esnoba e envia um recado de que “não precisa de ninguém” para se eleger senadora.
Em política, especialmente em tempos de divisão na direita, esse cálculo costuma cobrar um preço alto.
A convenção oficializou nomes. Os bastidores, no entanto, deixaram no ar a pergunta sobre com quantos desses nomes, e de quantos apoios, Bia Kicis poderá realmente contar quando a campanha esquentar de verdade.



