Amanhã, domingo (2), a governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, subirá ao palanque da convenção que homologará sua candidatura ao Palácio do Buriti, tendo ao seu lado os maiores partidos do Distrito Federal.
Além do Republicanos, que ocupará a vaga de vice na chapa majoritária com Gustavo Rocha, o PL deverá anunciar, poucas horas antes, o nome de Michelle Bolsonaro para disputar o Senado.
A grande expectativa, porém, gira em torno do MDB, que faz a sua convenção neste sábado (01).
Tudo leva a crer que o partido do ex-governador Ibaneis Rocha, que desistiu da candidatura ao Senado, apresentará um novo nome.
Será o deputado federal Rafael Prudente? Ou outro escolhido durante a convenção da legenda?
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A resposta deve surgir nas próximas horas, após duas semanas marcadas por intensas negociações.
Celina Leão manteve, durante todo esse período, a garantia de que a vaga continua pertencendo ao MDB.
Cabe agora aos dirigentes da legenda encontrar um nome capaz de representar o partido na chapa majoritária.
As negociações conduzidas pela governadora, entretanto, não se limitaram ao MDB. Também envolveram o PL, presidido no Distrito Federal pela deputada federal Bia Kicis.
Mesmo sabendo que as duas vagas ao Senado na aliança estão destinadas ao PL, com Michelle Bolsonaro, e ao MDB, a parlamentar segue fazendo o conhecido jogo de “espalhar brasas”.
Bia Kicis anunciou aos quatro cantos que será candidata ao Senado de qualquer maneira, movimento que cria um problema político para Celina Leão.
Como presidente do PL no DF, Kicis também acaba dividindo o próprio partido ao permitir que nomes como Izalci Lucas e Alberto Fraga apoiem a candidatura do inelegível José Roberto Arruda.
Além disso, a deputada concentra esforços em candidaturas específicas, como a de Thiago Manzoni para deputado federal e a de um funcionário seu para a Câmara Legislativa, sem demonstrar a mesma atenção aos demais candidatos da legenda.
Essa atuação seletiva e birrenta de Bia Kicis pode acabar produzindo um efeito contrário ao desejado: tumultuar a estratégia eleitoral de Celina Leão, gerar desgaste interno no PL e, no fim, comprometer também o próprio capital político da parlamentar, que parece pensar apenas no próprio umbigo.



