A tentativa do ex-governador Ibaneis Rocha de emplacar uma candidatura própria ao Governo do Distrito Federal naufragou de forma emblemática.
Depois de insistir para que o deputado federal Rafael Prudente lançasse o próprio nome, o plano desmoronou diante das dificuldades de construir qualquer coligação viável.
Nenhum partido quis se aventurar num projeto cujo principal nome aparece nas pesquisas em patamares insignificantes.
O custo estimado chegaria a cinco bilhões de reais, valor que Rafael não tem como reunir, nem no partido nem em outros bolsos. Recuou imediatamente.
“Não posso ficar sem mandato”, teria declarado o parlamentar ao avaliar o alto risco da empreitada.
O episódio deixa clara a fragilidade interna do MDB brasiliense. Com a aproximação da convenção, nenhum emedebista com mandato atual demonstra disposição para abraçar uma candidatura majoritária, como defendiam Ibaneis e Prudente.
Todos migraram para os braços de Celina. O próprio ex-governador, que desistiu da disputa ao Senado, agora mira uma vaga na Câmara Federal como forma de sobrevida política.
A briga pela legenda será de foice no escuro. Como em 2022, o MDB elegerá apenas um deles agora em 2026: Ibaneis ou Prudente.
Hoje, o deputado federal Rafael Prudente, de tanto ciscar de um lado para outro, perdeu importantes apoiadores na dobradinha, tanto dentro do seu partido como de outras legendas.
Já ex-governador carrega o peso do rumoroso caso do BRB, que segue como fantasma grudado na sombra de sua trajetória.
Logo ele, que chegou a liderar a corrida pelo Senado antes de o escândalo estourar, viu diluir-se, nas pesquisas, a liderança política que detinha.
A leitura que prevalece nos bastidores é que o MDB caminha para uma acomodação sem protagonismo de antes e luta apenas para não sair de cena.
O MDB, que reinou por quase oito anos no poder político do DF, virou partido moribundo às portas das eleições de 2026.
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