O ministro Gilmar Mendes, do STF, repete o padrão de intervenções que, na prática, beneficiam o ex-governador José Roberto Arruda, atualmente inelegível e candidato ao governo do Distrito Federal.
Em 2014, barrado pela Lei da Ficha Limpa após uma condenação por improbidade administrativa, Arruda levou sua campanha até o limite, torrando o dinheiro público.
Isso aconteceu porque, naquele ano, o julgamento dos embargos de declaração de Arruda no TSE foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes.
Quando a situação se tornou insustentável, acabou substituído por Jofran Frejat; no fim, ambos perderam, e a vitória ficou com Rodrigo Rollemberg (PSD), considerado por muitos o pior governador da história do DF.
Agora, em 2026, ou seja, doze anos depois, o mesmo ministro volta a pedir vista, desta vez na ADI proposta pela Rede Sustentabilidade.
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A ação questiona no STF a alteração da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso e sancionada em 2025, que reduziu o prazo de inelegibilidade de políticos condenados por corrupção, como José Roberto Arruda.
Neste sábado (01), o inelegível Arruda terá o seu nome homologado pelo PSD como candidato subjudice a governador do DF.
O pedido de vista de Gilmar Mendes da ADIN da Ficha Limpa foi feito no dia 28 de maio. O ministro tem até 90 dias, cujo prazo termina no dia 28 de agosto, para devolver o processo para análise do plenário do STF.
Até lá, quando faltarão apenas 20 dias para o pleito do dia 4 de outubro, o inelegível José Roberto Arruda tem um salvo-conduto para fazer campanha, torrando o dinheiro público e desequilibrando a disputa eleitoral, prejudicando os seus concorrentes elegíveis.
Um filme que todos já conhecem, rebobinado e exibido pelo mesmo projecionista de sempre.
A maior vítima dessa repetida tragédia anunciada acaba sendo o eleitor.



