O ASSUNTO É

MULHER QUE LEVOU CHIFRE DO MARIDO RECEBERÁ R$15 MIL DE INDENIZAÇÃO

Publicado em

Amar não é obrigação! Respeitar é! Com esta afirmação, um juiz de direito proferiu sentença condenando um homem a indenizar sua ex-mulher em 15 mil reais à título de Danos Morais

Por Fátima Burégio

O amor é lindo, mas com vem sendo diluído, fragmentado nos últimos anos, é muito comum e rotineiro os tão sofríveis divórcios, e isto, infelizmente, é fato.

Se o amor minguou, acabou, nada mais justo e razoável que cada um siga seu rumo e, querendo, refaça sua vida.

O que não pode, é uma das partes estar insatisfeita e buscar um carinho noutros braços, estando envolvido em um Contrato solene como é o casamento ou a União Estável.

Não se pode banalizar a solenidade de um casamento, objeto de uma relação duradoura, fazendo de conta que é apenas uma ‘ficadinha’ isenta de quaisquer tipos de responsabilidades sem a observância de sagrados direitos.

Atento a isto, o Juiz de Direito Dr. Rodrigo Victor Foureaux Soares, da 2ª vara Cível de Niquelândia em Goiás, ao meu ver, proferiu uma sentença justa, observou a situação fática vivenciada pela parte prejudicada, lesada, ofendida em seu íntimo, fez questão de tecer comentários sobre o dever se fidelidade recíproca, e proferiu Sentença condenando o ofensor em 15 mil reais.

No quesito Dano Moral, o juiz asseverou:

“Em se tratando de dano moral é de se ressaltar que os prejuízos não são de ordem patrimonial, uma vez que se trata de uma lesão que não afeta o patrimônio econômico, e sim a mente, a reputação da autora, a sua dignidade e honra, não havendo reparação de prejuízo, e sim, uma compensação, da dor e humilhação. A hipótese vertente nos autos não será analisada somente sob o prisma da responsabilidade subjetiva, nos termos do art. 186 e art. 927 do Código Civil, mas também nos dispositivos legais que legislam sobre o instituto do casamento, que como base da família, deve ser respeitado como tal, merecendo além das proteções previstas no Código Civil, uma proteção qualificada do Estado,uma vez que a traição não pode ser vista como algo desprovido de consequências judiciais”

Em tempo: Já tramita na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei 5716/2016 do deputado Rômulo Gouveia (PB) que trata exatamente do tema, qual seja: o dever de indenizar a pessoa vítima da traição, da infidelidade conjugal.

A ideia é alterar o Código Civil Brasileiro de 2002.

– Será preciso mesmo esta alteração, ou o povo, sabendo da possibilidade de ter que meter a mão no bolso para indenizar a parte lesada, pode vir a se emendar, hein?

O que você acha? Vale a pena correr o risco? Por enquanto, fico com a máxima do juiz goiano: – Amar não é obrigação! Respeitar é!

Postado por Radar/Fonte JusBrasil

Siga o perfil do Radar DF no Instagram
Receba notícias do Radar DF no seu  WhatsApp e fique por dentro de tudo! Entrar no grupo

Siga ainda o #RadarDF no Twitter

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.

Leia também

Maior Copa do Brasil da história inicia com recorde de clubes e jogos

A edição 2026 da Copa do Brasil reúne o número recorde de 126 clubes. Desta vez a inclusão de novos participantes ocorre da segunda...

Mais Radar

Primeiro sorteio do Nota Legal em 2026 será em 20 de maio

A Secretaria de Economia (Seec-DF) definiu a data do primeiro sorteio...

Novas famílias são beneficiadas com o programa Melhorias Habitacionais

O programa Melhorias Habitacionais estpa presente cada vez mais na vida...

Governo libera mais R$ 4,6 bi para pagar saque-aniversário do FGTS

A segunda parcela do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo...

Canal é lançado para denúncias de furto e roubo de cabos de energia

O canal específico foi lançado para denúncias anônimas relacionadas aos crimes...

GDF investe R$ 167 milhões no Cartão Gás, beneficiando 1,6 milhão de famílias

O Cartão Gás, que ajuda famílias como a de Maria do...

Últimas do Radar

Receba as notícias de seu interese no WhatsApp.