Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Votar contra o BRB é votar a favor do desemprego de 4.500 servidores do Banco

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Na terça-feira que vem, os 24 deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal vão decidir o futuro do Banco de Brasília (BRB).

Isso inclui a continuidade dos programas sociais e a segurança dos empregos dos mais de 4.500 funcionários do banco. Votar contra é acabar com tudo.

O Governo do Distrito Federal enviou projeto de lei solicitando autorização para aporte de capital na instituição.

A aprovação não é mero formalismo: é a garantia da robustez dos indicadores financeiros e da continuidade de serviços essenciais que impactam diariamente a vida de milhões de brasilienses.

Proteger o BRB significa proteger a execução de políticas públicas fundamentais. Como principal agente financeiro do GDF, o banco viabiliza programas de transferência de renda que combatem a vulnerabilidade social e promovem inclusão financeira.

Com dados atualizados para 2026, os principais são:DF Social: auxílio mensal de R$ 150 para famílias de baixa renda (renda per capita de até meio salário mínimo) inscritas no Cadastro Único, pago rigorosamente no primeiro dia útil de cada mês;

  • Cartão Prato Cheio: crédito mensal para famílias em insegurança alimentar comprarem alimentos;
  • Cartão Gás: auxílio direto para aquisição de botijão de gás por famílias vulneráveis;
  • Apoio à Proteção dos Animais: programa recém-aprovado pela própria CLDF, que destina recursos a protetores e organizações de cães e gatos, com o BRB como agente pagador.

Além disso, o banco facilita o agendamento de benefícios sociais em suas agências, reduzindo filas nos CRAS, e lançou em 2025 o “Prêmio BRB de Impacto Social” para fomentar projetos de sustentabilidade.

São ações concretas que, ano após ano, sustentam a continuidade de programas sociais e o desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

É preciso separar o que está em jogo. O envolvimento do BRB no caso Master é assunto investigado pela autoridade monetária (Banco Central) e não pode servir de pretexto para paralisar a instituição.

O que se discute agora é a sobrevivência do banco público mais importante do DF. A proposta do acionista controlador obedece integralmente às normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil.

Recusá-la seria colocar em risco um patrimônio que gera emprego para mais de 4.500 servidores e atende a população de forma direta e eficiente.

Infelizmente, alguns partidos de esquerda como PT, Psol e PSB optaram pela “política do oba-oba” com uma campanha de desgaste sistemático contra a imagem do banco.

Essa estratégia irresponsável prejudica não só o BRB, mas principalmente a população que depende dos serviços e os próprios trabalhadores que podem enfrentar demissões em massa caso o aporte seja negado. 

Os 24 deputados distritais têm, portanto, a responsabilidade histórica de olhar além do debate partidário raso e da politicagem irresponsável.

A população e os servidores do BRB esperam que prevaleça o bom senso, a defesa do interesse público e o compromisso com a continuidade de um banco que, há décadas, é instrumento essencial de inclusão social e desenvolvimento do Distrito Federal.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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