Rodrigo da Luz, diretor-executivo do Brasil Global Summit, afirma que Brasília está entre as capitais mais preparadas para o futuro no Brasil, graças ao planejamento urbano organizado, trânsito fluido e infraestrutura favorável a inovações como carros autônomos e entregas por drones.
Ele cita o Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA) como case de sucesso, já aplicado em educação, segurança e saúde por três secretarias do Distrito Federal. Rodrigo destaca ainda o impacto da tecnologia nas eleições, na governança e no mercado de trabalho, criando novas profissões.
Segundo ele, Brasília avança como cidade inteligente e inclusiva, impulsionada por mão de obra qualificada e empresas ligadas ao setor público. A 3ª edição do Brasil Global Summit, em maio, na capital, conectará o potencial brasileiro ao cenário global de inovação.
Radar-DF: Por que Brasília se destaca como uma cidade preparada para o futuro tecnológico?
Rodrigo da Luz: Quando pensamos em uma cidade com vocação para o futuro, Brasília surge como um dos principais exemplos do Brasil. Seu planejamento urbano organizado, o trânsito fluido e a infraestrutura adequada criam um ambiente ideal para testar e implementar tecnologias como carros autônomos e entregas por drones. Diferentemente de outras capitais, que enfrentam desafios urbanos mais complexos, Brasília oferece espaço e organização para que essas inovações avancem de forma mais rápida e eficiente.
Radar-DF: Como o Centro Integrado de Inteligência Artificial do DF tem impactado serviços públicos?
Rodrigo da Luz: O CIIA é um exemplo que merece destaque. Ele integra soluções de inteligência artificial de forma prática e acelerada em áreas essenciais. Três secretarias do DF já utilizam essas tecnologias com rapidez e eficiência, algo ainda raro no Brasil. Isso comprova que, com planejamento e vontade política, a tecnologia pode transformar serviços públicos e melhorar a vida das pessoas de forma concreta.
Radar-DF: Qual é o impacto da tecnologia na política e na governança atual?
Rodrigo da Luz: A tecnologia se tornou indispensável. Hoje, não é possível pensar em governança sem considerar o impacto digital na comunicação, na mobilização de eleitores e na apresentação de propostas. É um processo de transformação: algumas funções deixam de existir, mas muitas outras surgem. Profissões que não existiam há dez anos hoje são realidade, impulsionadas pela digitalização. A adaptação constante é fundamental.
Radar-DF: Brasília está pronta para receber carros autônomos em um futuro próximo?
Rodrigo da Luz: A infraestrutura da cidade é extremamente favorável. Vias largas, planejamento urbano e menor nível de congestionamento criam condições ideais. A tecnologia já existe e está mais próxima do cotidiano do que muitos imaginam. Brasília tem potencial para ser uma das primeiras cidades brasileiras a adotar carros autônomos em escala.
Radar-DF: Qual é o papel do governo do DF nesse processo de inovação?
Rodrigo da Luz: O Governo do Distrito Federal está no caminho certo para tornar Brasília uma cidade ainda mais inteligente e inclusiva. Iniciativas como o CIIA já geram avanços importantes. O fundamental agora é garantir a continuidade e a ampliação desses projetos, para que sirvam de referência para outras regiões do país.
Radar-DF: Por que Brasília supera outros polos tecnológicos mais conhecidos?
Rodrigo da Luz: Pela combinação única de fatores: mão de obra altamente qualificada, demanda constante do setor público e milhares de empresas que prestam serviços ao governo. Isso transforma Brasília em um verdadeiro catalisador de inovação. Muitas vezes subestimada, a capital é, na prática, um dos principais centros de tecnologia e inovação do Brasil.
Radar-DF: O que esperar da 3ª edição do Brasil Global Summit, em maio, em Brasília?
Rodrigo da Luz: O Brasil Global Summit é um espaço estratégico para apresentar as melhores oportunidades do país ao mundo. O evento conecta tecnologia, inovação, cultura e negócios, reunindo líderes e empresas internacionais. Já estivemos presentes em eventos como SAP, CES Las Vegas e Web Summit Lisboa. Agora, em maio, em Brasília, vamos promover um debate ainda mais profundo sobre o futuro do Brasil e suas conexões globais.



