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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Do Senado ao fogo do inferno: CPMI do INSS assombra Weverton Rocha

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A retomada da CPMI do INSS, após o recesso do Congresso, deve abrir os trabalhos com a provável aprovação de requerimentos para ouvir o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e assessores ligados ao seu círculo político.

Tanto o deputado Kim Kataguiri (União–SP) quanto o deputado Alfredo Gaspar (União–AL), relator da CPMI, apresentaram requerimentos para ouvir o senador do Maranhão.

O gesto tende a aprofundar a crise de um parlamentar já politicamente combalido em pleno ano eleitoral.

Alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, Weverton passou a ser associado a um roubo bilionário contra aposentados e pensionistas do INSS.

Só no Maranhão, onde a extrema pobreza impera, o esquema criminoso lesou cerca de 243.840 beneficiários, muitos dependentes exclusivamente dessa renda mínima para sobreviver.

O desgaste de Weverton foi imediato. Pesquisas eleitorais indicam queda acentuada no desempenho do senador, diretamente ligada à sua exposição no caso.

Candidato à reeleição, o senador pedetista  vive hoje o momento mais delicado de sua carreira política.

Dados do Instituto EPO (Estratégia Pesquisas de Opinião) escancaram esse cenário. Se a eleição fosse hoje, Weverton apareceria apenas na quinta posição na disputa pelo Senado, com cerca de 9,6% das intenções de voto.

Um tombo expressivo para quem já figurou como favorito e que agora paga o preço político de um escândalo que mexeu no bolso dos mais pobres.

A Polícia Federal realizou buscas e apreensões na casa do senador, em Brasília e em São Luís, e chegou a pedir sua prisão, negada pelo STF.

Enquanto isso, o INSS já devolveu R$ 150,25 milhões em descontos indevidos no Maranhão, dinheiro arrancado de aposentados e pensionistas.

No vácuo da crise, adversários avançam. O ex-senador Roberto Rocha (sem partido) cresce nas pesquisas, superando a senadora Elisiane Gama e o próprio Weverton.

O governador Carlos Brandão lidera com folga para o Senado, seguido por Roberto Rocha e André Fufuca.

A dúvida nos bastidores não é mais se o desgaste continuará, mas se restará espaço político para quem foi associado a um esquema que roubou até de quem já não tinha quase nada.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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