Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Saiba por que Izalci muda o tom e suaviza perguntas sobre fraudes no INSS

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Em meio ao escândalo bilionário que assola os aposentados brasileiros, a CPMI do INSS revela não apenas os ladrões de carteirinha, mas também os possíveis escudos políticos que os protegem.

No depoimento de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER), as perguntas feitas por Izalci mais pareceu uma conversa de café.

Questionamentos leves, cheios de rodeios e sem o fogo que o parlamentar costuma atear em outros suspeitos.

Para quem acompanhou a sessão, o contraste foi gritante. Izalci, conhecido por sua contundência em audiências anteriores, nas quais desmascarou desvios milionários contra os mais vulneráveis, os aposentados que trabalharam a vida inteira por uma velhice digna, tratou Lopes com luvas de pelica.

Nada de perguntas afiadas sobre os “milagres de ressurreição” na folha do INSS em que a CONAFER “ressuscitou” 1.135 defuntos para aplicar descontos associativos, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU).

O órgão de controle, aponta ainda, que a entidade teria faturado R$ 202 milhões anuais em fraudes, enquanto viúvas e órfãos choram o salário mínimo sangrado. Onde estava a fúria de Izalci?

Desde o início da CPMI, criada para desenterrar o maior assalto aos aposentados da história recente, Izalci trava uma guerra aberta com o deputado federal Alencar Santana Braga (PT-SP), vice-líder do governo Lula.

A disputa ganhou as redes sociais quando Alencar, em postagem no X, disparou:

“O senador bolsonarista Izalci Lucas (PL-DF) foi gravado quando buscava, em seu carro particular, o presidente da CONAFER, entidade envolvida diretamente no esquema de roubo dos aposentados do INSS.”

O vídeo anexado ao post de Alencar mostra Izalci ao volante de seu Jeep Compass particular, ignorando o carro oficial com motorista, justamente usado por senadores para evitar suspeitas de intimidade indevida. Veja:

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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