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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Ibaneis e Celina: a estratégia para vencer em 1º turno em 2026

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O governador Ibaneis Rocha (MDB) e a vice-governadora Celina Leão (PP) planejam articular, neste segundo semestre de 2025, o fortalecimento do grupo político que garantiu a vitória no primeiro turno das eleições de 2022.

Tanto um quanto o outro baseiam sua estratégia em uma leitura histórica: desde o governo de Joaquim Roriz (2003-2006), Ibaneis foi o único governador do Distrito Federal a conquistar a eleição em primeiro turno.

A análise de ambos é fundamentada, considerando os tropeços políticos do passado e a necessidade de consolidar uma base sólida para repetir o feito em 2026.

A meta é clara: evitar o temido segundo turno, que historicamente tem sido um obstáculo para governadores em busca da reeleição.

A história política do DF remete a cautela de Ibaneis e Celina.

Em 2006, quando Roriz renunciou para concorrer ao Senado, sua vice, Maria de Lurdes Abadia (PSDB), não conseguiu se eleger, prejudicada pela desmobilização do apoio político de Roriz, que passou a apoiar José Roberto Arruda.

Contudo, Arruda não concluiu o mandato, cassado após a prisão no escândalo conhecido como “Caixa de Pandora”.

O governo-tampão de Rogério Rosso (MDB), eleito pela CLDF após a renúncia do vice Paulo Octávio, foi marcado pela fraqueza e abriu caminho para a vitória de Agnelo Queiroz (PT) em 2010.

Agnelo, por sua vez, perdeu a reeleição em 2014, o que revela a fragilidade de governos que enfrentam o segundo turno. Além disso, fez uma gestão marcada pela corrupção que o levou à cadeia.

O destino do DF caiu no colo de Rodrigo Rollemberg (PSB), que fez um governo impopular com ações violentas contra as categorias trabalhadores do funcionalismo público.

Além disso, o tal “governo socialista” mandou varrer do Distrito Federal, centenas de condomínios em processo de regularização que abrigavam a classe média, além de áreas que abrigavam milhares de famílias hipossuficientes e mandou derrubar ainda dezenas de templos religiosos.

Por causa disso, Rollemberg ganhou o título popular como “o pior governador da história do DF”.

Foi aí que começou a virada da chave do poder político do Distrito Federal, antes acionada apenas pela velhacaria polícia local.

O desgaste político de Rodrigo Rollemberg abriu espaço para a ascensão de Ibaneis Rocha, um então desconhecido que, em 2018, derrotou no segundo turno uma raposa velha, herdando um DF em frangalhos.

Em 2022, Ibaneis, ao lado de Celina Leão, foi eleito em primeiro turno, quebrando o velho paradigma político de que um governador jamais se elegeria na primeira fase de um pleito eleitoral.

Faltando um ano e meio para a disputa eleitoral de 2026, Ibaneis e Celina têm força política para repetir a façanha de 2022, conquistando a vitória no primeiro turno.

O êxito, no entanto, dependerá da construção de um bloco monolítico, no qual todos se unam como um rolo compressor.

Tanto Ibaneis quanto Celina compreendem que o maior adversário do governo não são as figuras do partido A ou do partido B.

O maior adversário de quem está no poder é o temido segundo turno.

Foi ele que derrotou Agnelo em 2014 e, em seguida, Rodrigo Rollemberg em 2018.

Por isso, a regra de Ibaneis e Celina é iniciar o segundo semestre de 2025 dialogando, reconciliando diferenças e fortalecendo a base, visando uma grande vitória no primeiro turno da eleição de 2026. Esse é o plano.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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