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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Fica Glauber Braga! Greve de fome anima suplente Heloísa Helena

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No sexto dia de greve de fome, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), de 42 anos, permanece deitado no plenário 5, ala das Comissões da Câmara dos Deputados, em um protesto que preocupa médicos e aliados.

A manifestação, iniciada após o Conselho de Ética recomendar sua cassação ao plenário, é vista como de alto risco.

Segundo especialistas, a suspensão prolongada de alimentação pode levar a complicações graves, como arritmia cardíaca, falência renal e até a morte.

Apesar disso, a campanha “Fica Glauber Braga” ganha força entre colegas de partido, que enxergam o ato como resistência contra uma suposta perseguição política. A regra diz que um suplente assume o cargo, caso o titular peça licença para ocupar cargos no executivo; que seja cassado ou vá a óbito.

A acusação que pesa contra Braga, movida pelo Partido Novo, refere-se a um episódio em abril de 2024, quando ele teria expulsado um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) da Câmara com socos e pontapés.

No entanto, o deputado e seus apoiadores alegam que o processo é uma retaliação por suas denúncias contra o esquema das chamadas “emendas secretas”, que envolvem a distribuição de recursos públicos sem transparência, confrontando deputados influentes.

A mobilização em torno da greve de fome de Glauber, com manifestações de apoio que vão de rodas de samba animadas, como a realizada na noite de segunda-feira, a apelos públicos de colegas.

Um dos mais fervorosos defensores da continuidade do protesto é o deputado distrital Max Maciel (PSOL-DF), conhecido como “deputado chapeuzinho”.

Pelas redes sociais, Maciel incentiva Braga a manter a greve até que o Conselho de Ética recue, ignorando os alerta sobre o delicado estado de saúde do parlamentar.

A possibilidade de reversão da recomendação de cassação, porém, é considerada remota, já que o processo agora depende de votação em plenário, exigindo 257 votos para ser efetivado.

Enquanto isso, quem acompanha o desdobramento com interesse é a ex-senadora Heloísa Helena, da Rede Sustentabilidade.

Em 2022, a Rede formou uma federação com o PSOL, e Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, tornou-se a primeira suplente de Braga.

Caso a cassação se confirme, ela assumirá o mandato.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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